Brasil
08/09/2008 - 10h33

Forças vão ocupar "currais" com aviso prévio no Rio

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RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no Rio

Para evitar confrontos com traficantes, as tropas das Forças Armadas, que estarão no Rio a partir do dia 11, vão ocupar com data marcada, aviso prévio e por períodos curtos as favelas e os locais identificados como "currais eleitorais".

As ocupações de comunidades em tempo integral de outras ocasiões vão ser substituídas por operações pré-agendadas de dois ou três dias nas favelas com problemas para permitir circulação de candidatos.

O objetivo dos avisos e das entradas e saídas relativamente rápidas é, além de alertar os candidatos, tentar evitar ao máximo tiroteios com traficantes, para permitir atividade eleitoral tranqüila.

Até 12 mil militares do Exército e da Marinha se revezarão durante o período eleitoral. Por dia, porém, não deverá haver mais de mil soldados em atividade no Estado. Entre os locais previstos, estão as favelas da Rocinha, Vidigal e Carobinha (controlada por milícia).

Além da Brigada de Infantaria Pára-Quedista, da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada e do Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha, o Exército usará tropas da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, de Juiz de Fora (MG), também subordinadas ao Comando Militar do Leste, sediado no Rio.

O comando operacional ficará a cargo do general Rui Monarca da Silveira, comandante da 1ª DE (Divisão de Exército).

Um Centro de Operações de Segurança Integradas será constituído no CML, sob comando do Exército e composto por representantes das polícias Federal, Militar e Civil, Judiciário e Ministério Público.

Diferentemente de outras situações em que foi pedido o apoio do Exército em situações de garantia da lei e da ordem no Rio, desta vez o comando do CML está mais tranqüilo. Para o general-de-exército Luiz Cesário da Silveira Filho, comandante, agora os soldados contam com "mais amparo legal", porque esse uso -para garantir a segurança das eleições- está constitucionalmente previsto.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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