Presidente do STF diz à PF que tem a impressão de já ter sido grampeado antes
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
LÍSIA GUSMÃO
colaboração para a Folha Online, em Brasília
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) prestou depoimento nesta segunda-feira à Polícia Federal por cerca de 30 minutos no inquérito que investiga os grampos telefônicos contra autoridades dos três Poderes. Mendes apresentou aos policiais detalhes de sua conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), grampeada supostamente por agentes da Abin (agência Brasileira de Inteligência). O ministro, porém, não quis revelar detalhes da conversa com os delegados.
"Eu relatei só aquilo que eu conheço, as minhas conversas, isso já está devidamente esclarecido", afirmou ao chegar à Câmara dos Deputados para participar de palestra.
Segundo assessores do ministro, Mendes disse aos policiais que não foi a primeira vez em que teve a impressão de estar sendo monitorado clandestinamente. Durante a Operação Navalha, da Polícia Federal, Mendes disse aos policiais que acredita ter sido grampeado depois que uma conversa telefônica com o procurador-geral da República acabou vazando para jornalistas.
O ministro não quis comentar denúncia de que Francisco Ambrósio do Nascimento, ex-agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), teria coordenado na Polícia Federal escutas telefônicas que tiveram como alvo congressistas, ministros e jornalistas, como revelado por reportagem da revista "IstoÉ". "Eu não vou emitir juízo sobre isso. Vamos aguardar o encaminhamento das investigações. Há muitas hipóteses, vamos aguardar", afirmou.
Na opinião de Mendes, a PF vai trabalhar tanto com a possibilidade de Ambrósio ser responsável pelos grampos como com outras alternativas que estão mantidas em sigilo pelos policiais. "É mesmo uma hipótese que está sendo anunciada, certamente a polícia vai trabalhar com essa e com outras que estão em jogo."
Inquérito
Mendes prestou depoimento no inquérito que apura a origem dos grampos clandestinos contra o presidente do STF, parlamentares e ministros do governo federal. Como testemunha do processo, o ministro teve a prerrogativa de escolher a data e o local do depoimento --que ocorreu na própria sede do Supremo.
Reportagem da revista "Veja", que atribui a agentes da Abin a responsabilidade sobre os grampos contra autoridades, revela um trecho de diálogo entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) flagrado no dia 15 de julho. O senador acredita que o celular de Mendes foi grampeado de forma clandestina, uma vez que varredura realizada pela Polícia Legislativa do Senado não encontrou grampos na telefonia fixa da Casa Legislativa.
Relatório preliminar apresentado hoje pela Polícia do Senado sugere que os grampos foram realizados fora do Congresso Nacional. Os policiais fizeram varredura na central telefônica do Senado e nos gabinetes do senadores supostamente grampeados pela Abin: Garibaldi Alves (PMDB-RN), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Álvaro Dias (PSDB-PR), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Tião Viana (PT-AC).
"Há indícios que apontam que os grampos foram realizados fora do Senado. Vamos agora aguardar o laudo da Polícia Federal para tirar todas as dúvidas que possam persistir", disse o diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Araújo Carvalho.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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