Mesa do Senado mantém mandato de Expedito Júnior até conclusão de processo
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta terça-feira manter o mandato do senador Expedito Júnior (PR-RO) até que o processo contra o parlamentar tramite em todas as instâncias do Poder Judiciário. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que Expedito deve deixar o Senado depois de ter o seu diploma cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Rondônia por suposto abuso de poder econômico.
O TSE havia deixado para o Senado decidir, em última instância, pela cassação do parlamentar. A Mesa Diretora da Casa, por maioria, resolveu mantê-lo no cargo até que o processo contra o parlamentar transite em julgado no Poder Judiciário. Expedito chegou a recorrer ao TSE para permanecer no mandato, mas o pedido foi negado pelo tribunal.
Expedito é acusado de participar de um esquema de compra de votos nas eleições de 2006. Na ocasião, o parlamentar teria forçado empregados da empresa do seu irmão, Irineu Gonçalves, a votarem na sua coligação --na época em que disputava a cadeira de senador.
A ação, movida por Acir Gurgacz (PDT) --que concorreu ao cargo de senador nas eleições 2006, mas não foi eleito--, acusa Expedido de pagar R$ 100 por voto para funcionários da empresa de seu irmão, a Rocha Segurança Vigilância.
Em 2007, o senador já havia sido cassado por suposta compra de votos às vésperas das eleições de 2006, mas recorreu ao TSE e conseguiu decisão a seu favor.
Para Gurgacz, houve abuso do poder econômico e de autoridade por parte de Expedito, além de captação ilícita de votos. Neste último caso, o TRE-RO entendeu que o senador teve "conduta proibida e feriu a livre vontade do eleitor".
Expedido nega as acusações. O senador chegou a afirmar que apresentaria "as provas cabíveis" para comprovar sua inocência.
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