Brasil
09/09/2008 - 18h04

Tucanos kassabistas desistem de dialogar com campanha de Alckmin

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

O clima de tensão na campanha para a Prefeitura de São Paulo do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) --provocado por sua estagnação nas últimas pesquisas de intenções de voto -- paralisou as negociações entre os alckmistas e os tucanos que defendem a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Segundo interlocutores, não há mais clima para pedir a Alckmin que evite o confronto direto com o democrata.

Alguns kassabistas de alto coturno se empenharam nas últimas semanas para impedir que Alckmin atacasse a atual gestão. O temor era de que a briga entre antigos aliados acabasse naufragando a possibilidade de DEM e PSDB voltarem a se coligar no segundo turno.

Pisco del Gaiso/Folha Imagem
Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab em 1994
Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab em 1994

Eles também queriam impedir que o embate respingasse no governador do Estado, José Serra (PSDB), que deixou a prefeitura para Kassab --então seu vice-- para assumir o governo estadual, não sem antes entregar um secretariado composto em sua maioria por tucanos.

A tática surtiu efeito por uma semana, quando Alckmin abrandou o discurso contra o democrata e voltou suas alfinetadas para a candidata do PT, Marta Suplicy. Mas, pressionado por uma ala da campanha, Alckmin já começou a criticar a atual gestão.

Ele ainda evita citar o nome de Kassab, mas faz duras críticas à administração, especialmente às áreas de educação e saúde, secretarias administradas pelos correligionários Januário Montone e Alexandre Schneider, respectivamente.

De acordo com interlocutores tucanos, o clima na campanha de Alckmin está tão tenso que um novo contato para tentar apaziguar os ânimos foi abandonado. A torcida agora é para que os próprios alckmistas voltem atrás em sua decisão. O principal articulador ainda é o secretário estadual José Henrique Reis Lobo, que também preside o PSDB municipal. Mesmo serrista, ele bancou a candidatura Alckmin e, por isso, transita bem nos dois lados.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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