PF identifica câmeras escondidas e freqüências de escutas ambientais na reitoria da UnB
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Em meio às denúncias de grampos telefônicos envolvendo autoridades federais, o reitor da UnB (Universidade de Brasília), Roberto Aguiar, dispõe de uma análise preliminar da PF (Polícia Federal) que indica que ele e seu chefe-de-gabinete, Rodrigo Falcão, também foram vítimas de escutas ilegais. Nos últimos cinco meses, os policiais encontraram três câmeras de vídeo escondidas e identificaram freqüências de escuta ambiental próximas ao prédio da reitoria.
"As primeiras análises indicam que o esquema utilizado era profissional e que não havia nada de artesanal. Quem colocou tinha acesso ao prédio, pois a fiação estava cuidadosamente escondida no forro do teto e também nas divisórias das paredes", disse à Folha Online Aguiar. "Uma das câmeras, por exemplo, era de último tipo", afirmou ele, que aguarda o relatório conclusivo sobre as investigações para o final do mês.
Duas câmeras foram encontradas no teto da sala do reitor: uma estava direcionada para o interlocutor que se sentava à frente de Aguiar e a outra para a mesa de reuniões.
A terceira câmera foi colocada na divisória que separa o gabinete de Aguiar da sala de seu assessor. Esta última câmera também estava direcionada para o interlocutor que se sentava à frente do chefe de gabinete.
Inusitado
Durante as investigações, os peritos descobriram ainda que a fiação que ligava parte das câmeras ficava escondida em uma gaveta (mantida trancada) de um móvel na sala do chefe-de-gabinete. Ao abrirem a gaveta, os policiais descobriram um bilhete escrito à mão, no qual lia-se "nós voltaremos".
O bilhete, as câmeras e as fiações, além de outros dados, são objetos de análise da Polícia Federal. Antes, Aguiar havia pedido que uma equipe vistoriasse o entorno do prédio da reitoria. "Encontraram freqüências de escutas ambientais. Descobriram que do lado de fora da reitoria, do estacionamento, por exemplo, era possível saber o que se conversava aqui dentro", disse ele.
Mesmo sem indícios da existência de escutas telefônicas, Aguiar e sua equipe passaram a adotar um único método de comunicação. "Todas as comunicações aqui são orais e feitas de forma pessoal", disse o reitor, com a experiência de quem foi secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e do Rio de Janeiro.
Para Aguiar, as câmeras escondidas e as escutas são uma tentativa de ameaça ao trabalho que e sua equipe realizam. "Nós vamos desenvolver a nossa missão até o fim e sem recuo. Vamos juntos com comunidade resgatar a dignidade da UnB", disse ele.
Denúncias
Aguiar e sua equipe assumiram o comando da UnB em abril, depois do ex-reitor Timothy Mulholland e assessores serem denunciados por uma série de irregularidades. Entre as irregularidades estavam desvios de recursos públicos e a reforma superfaturada de um apartamento funcional destinado ao reitor.
O novo reitor foi nomeado a partir de uma lista apresentada ao ministro Fernando Haddad (Educação) em meio à grave crise de credibilidade que a universidade vivia. Revoltados, estudantes ocuparam o prédio da reitoria e faziam uma série de exigências. Aguiar negociou com os universitários e passou a implementar várias ações na UnB.
Nos dias 17 e 18, serão realizadas as eleições para a escolha do reitor que substituirá Aguiar. Em outubro será realizado o segundo turno das eleições. Seis chapas disputam as eleições.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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