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Brasil
09/09/2008 - 19h15

Candidato a vereador nega existência de milícia em sua comunidade

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ANDRÉ ZAHAR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

Ao contrário do vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras (DEM), o candidato a vereador Cristiano Girão (PMN) negou a existência de uma milícia na comunidade Gardênia Azul, que, como a favela de Rio das Pedras, fica em Jacarepaguá. Os dois depuseram nesta terça-feira para a CPI das Milícias da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio).

Investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE) por supostamente integrar um grupo paramilitar, Nadinho disse na saída da sessão que "qualquer criança de 3 anos sabe quem é a milícia, e não sou eu".

Também suspeito, Girão afirmou que, na sua comunidade, não há milícia. "Ainda não entendo o que é classificado como milícia, mas se for o domínio de transporte alternativo, 'gatonet', extorsão e venda de gás, isso não existe na Gardênia Azul. O que eu faço lá é proteger a comunidade", afirmou.

"Sou bombeiro, sou militar e não aceito que ninguém fume, cheire ou assalte na porta da minha casa e na comunidade. Quando vejo, prendo. Já prendi muita gente e, quando é necessário, peço para a polícia ir lá", afirmou.

Nadinho afirmou no depoimento à CPI que está sofrendo perseguição política por ser bem votado em uma área com muitos eleitores. "Sei que toda essa acusação tem fundo político. Meu irmão foi morto três dias antes de uma eleição que eu ganharia, e também perto de outra eleição meu pai foi baleado. Meu muro é pichado com a frase 'Fora Nadinho' e ainda acham que eu sou miliciano?", questionou o vereador de Rio das Pedras.

Na parte fechada do depoimento, o vereador de Rio das Pedras apontou os nomes de policiais militares e outros supostos milicianos. 'Ele confirmou informações que nós já tínhamos', declarou o presidente da CPI, Marcelo Freixo (PSOL).

O vereador do DEM disse que agora corre risco de morrer, porque pode ser chamado de delator.

Os deputados Gilberto Palmares (PT), Paulo Ramos (PDT) e Paulo Melo (PMDB) também estiveram presentes na reunião.

Na próxima terça-feira, às 10h, os depoentes serão o vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco (PR), e o candidato a vereador Luiz Monteiro da Silva, o Doen (PTC), também acusados de terem relação com grupos de milicianos na zona Oeste.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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