Brasil
09/09/2008 - 22h40

Alckmin diz que candidatos "se agarram à máquina pública" para se reeleger

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

O ex-governador e candidato à Prefeitura de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta terça-feira em debate que os candidatos "se agarram à máquina pública" para se reeleger. Ele negou que a frase tenha como endereço o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM).

Alckmin também disse que falta oposição no Brasil e se recusou a comentar a declaração do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que criticou a tática da campanha de atacar a gestão Kassab, que conta com cerca de 300 tucanos.

"Para poder se reeleger, [os candidatos] se agarram à máquina pública", afirmou Alckmin durante debate sobre "Cidadania para a Juventude" no Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo).

Apesar de Kassab tentar a reeleição, Alckmin negou ao final do encontro que a frase tenha sido uma indireta ao atual prefeito. "[A frase] não foi a ninguém, mas é uma constatação", disse. "Acho que a política brasileira está extremamente desvirtuada e os candidatos acabam não tendo a menor independência da máquina pública seja em nível municipal, estadual ou federal."

Ainda no debate, Alckmin afirmou que a oposição no Brasil é falha. "O problema do Brasil é a falta de oposição", disse ao falar sobre corrupção. Ele defende uma reforma política para que o país tenha "partidos com "p" maiúsculo".

Apesar da critica, ele poupou o PSDB. "Acho que o PSDB se esforça na oposição, mas o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva], de 503 deputados, tem mais de 400 votos. A oposição tem 120 votos mais ou menos, o que mostra que o sistema político que nós temos cria uma distorção, e a oposição é importante até para o governo melhorar", disse.

Alckmin também se recusou a comentar a crítica de Sérgio Guerra à estratégia da campanha tucana de apontar os equívocos da atual gestão, que começou com o atual governador José Serra (PSDB) e que conta com um secretariado majoritariamente do PSDB. Questionado sobre a posição do presidente nacional de seu partido, o candidato foi sucinto: "Nenhum comentário".

Lula e Maluf

Durante o debate, Alckmin falou sobre o presidente Lula ao defender a "constante requalificação profissional". "O Lula, quando foi torneiro [mecânico], era uma atividade artesanal, hoje o torneiro é uma atividade de informática."

Ele também ironizou o candidato a prefeito Paulo Maluf (PP) ao comentar a proposta do ex-prefeito de canalizar o rio Tietê para construir oito pistas sobre ele. "Eu vou fazer o transito fluir", disse Alckmin imitando a voz de Maluf e arrancando risos da platéia.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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