CPI vai ouvir diretor da Abin e chefe de operações especiais do STF
da Folha Online, em Brasília
A CPI das Escutas Clandestinas da Câmara ouve nesta quarta-feira o diretor de contra-inteligência da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Maurício Fortunato, e o chefe de Operações Especiais do STF (Supremo Tribunal Federal), Ailton Carvalho de Queiroz. A CPI quer ouvir de Queiroz detalhes sobre a escuta ambiental que teria sido plantada no gabinete vizinho ao do presidente do STF, Gilmar Mendes, durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Queiroz assinou o relatório que indicava a existência de escuta ambiental no gabinete próximo ao de Mendes. O presidente do STF foi informado de o prédio do tribunal teria sido monitorado supostamente por agentes da Abin depois que o ministro concedeu habeas corpus para liberar presos pela PF.
No depoimento à CPI, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Jorge Félix, negou que a agência tenha implantado escutas ambientais no prédio do STF.
Além do eventual monitoramento, Mendes também foi alvo de grampo telefônico clandestino que flagrou uma de suas conversas com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), como revelado pela revista "Veja". A oposição promete apresentar requerimento de convocação do ministro Tarso Genro (Justiça) à CPI para explicar a atuação da Polícia Federal nas escutas telefônicas.
Reportagem da revista "IstoÉ" responsabiliza o agente aposentado do SNI (Serviço Nacional de Informações) Francisco Ambrósio do Nascimento pelas escutas telefônicas. Ele é acusado de coordenar, na Polícia Federal, os grampos que tiveram como alvo congressistas, ministros e jornalistas.
Segundo a reportagem, Ambrósio teria uma sala no edifício da PF de onde teria coordenado, durante a Operação Satiagraha, o trabalho de grampear conversas telefônicas. O diretor-geral da Abin, Wilson Trezza, disse que cabe à PF se explicar, uma vez que Ambrósio está afastado da agência há dez anos.
Integrantes da CPI também vão apresentar requerimento de convocação do agente aposentado da Abin para explicar o seu envolvimento com as escutas telefônicas ilegais.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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