Diretor da Abin diz que 52 homens da agência participaram da Operação Satiagraha
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O diretor de contra-inteligência da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Maurício Fortunato, confirmou nesta quarta-feira que 52 homens da agência trabalharam na Operação Satiagraha --quatro deles em Brasília.
Inicialmente, uma reportagem da Folha revelou que apenas oito agentes da Abin teriam participado da operação, segundo informou o agente aposentado do SNI (Serviço Nacional de Inteligência) Francisco Ambrósio Nascimento em depoimento à Polícia Federal.
Em depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, Fortunato elevou o número dos servidores cedidos ao delegado Protógenes Queiroz, que comandou a primeira fase da Satiagraha.
O diretor da Abin negou que a participação de servidores da agência na Operação Satiagraha tenha sido uma operação às escuras. "Todos entraram na Polícia Federal pela porta da frente", afirmou.
Fortunato disse que os agentes não têm capacidade de participar de operações da PF sem que os superiores tenham conhecimento da sua colaboração --como sinalizou o delegado Protógenes Queiroz em depoimento à comissão.
"O delegado Protógenes disse que se valeu de alguns amigos da Abin para apoio. Ficou a impressão que o apoio teria sido informal ou, como alguns estão dizendo, uma ação entre amigos. Gostaria de deixar bem claro que por parte da Abin, não foi. Dentro da nossa estrutura, temos controles rígidos que dificilmente um agente de campo teria condições de atuar por muito tempo, isoladamente, sem ser detectado", afirmou.
No depoimento à CPI, Protógenes disse que a participação de homens da Abin nas investigações tinha sido informal. O delegado negou que a agência tenha dado apoio logístico para a operação Satiagraha ao afirmar que alguns oficiais que mantinham relações de trabalho com a PF participaram das investigações.
SNI
Ele confirmou ainda que o agente aposentado do SNI (Serviço Nacional de Inteligência) Francisco Ambrósio Nascimento dividiu sala na sede da Polícia Federal com agentes da Abin, servidores da PF e o delegado Protógenes Queiroz durante a Operação Satiagraha.
Fortunato negou, porém, que Ambrósio tenha coordenado os servidores da agência na Operação Satiagraha.
"Os servidores da Abin que se apresentaram ao delegado Protógenes não conheciam o senhor Ambrósio, ficaram sabendo que o Ambrósio era aposentado durante conversas informais entre eles. Os servidores da Abin recebiam suas tarefas diretamente do delegado Protógenes", afirmou.
Segundo o diretor da Abin, Ambrósio dividia a sala com Protógenes, um agente da PF, um escrivão, dois peritos de PF, um ou dois servidores da Abin. Ambrósio é acusado de coordenar escutas telefônicas clandestinas contra autoridades dos três Poderes que teriam sido supostamente realizadas pela Abin.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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