Publicidade

Publicidade
Brasil
10/09/2008 - 17h20

Operação militar no Rio começa com ao menos 3.500 homens em sete favelas

Publicidade

ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online

A ação das Forças Armadas durante o processo eleitoral no Rio de Janeiro, batizada de Operação Guanabara, vai começar nesta quinta-feira com ao menos 3.500 militares ocupando sete comunidades cariocas.

Tropas do Exército estarão nas comunidades de Cidade de Deus, Rio das Pedras e Gardênia Azul, todas localizadas no bairro de Jacarepaguá (zona oeste). Já fuzileiros navais da Marinha vão entrar na Vila do João, Conjunto Esperança, Vila Pinheiros e Nova Holanda, favelas que fazem parte do complexo da Maré, na zona norte.

Cada comunidade terá entre 500 e 900 homens, que ficarão 24 horas por dia nestas localidades, até o dia 13 de setembro. Em Campos, a operação será permanente, com militares da própria região. Veículos blindados e helicópteros estarão à disposição dos generais responsáveis pelas ocupações.

Do dia 14 até o dia 16, serão ocupadas as favelas Vila Aliança, Taquaral e Coréia. Além dos militares do Rio, a operação Guanabara --que também abrangerá a favela do Salgueiro, na cidade de São Gonçalo-- terá o reforço de contingentes de Minas Gerais.

Os detalhes da atuação das Forças Armadas foram dados nesta tarde durante coletiva de imprensa na sede do Comando Militar do Leste. A Operação Guanabara será coordenada pelo general Rui Monarca da Silveira, subchefe do Estado Maior do Exército.

A orientação é garantir a segurança dos moradores, da imprensa e dos candidatos durante a campanha eleitoral contra a ação de milícias e traficantes. "O objetivo não é dar segurança aos candidatos, mas às comunidades, para que o cidadão possa exercer seus direitos", disse o coronel André Luiz Novaes Miranda, responsável pela comunicação social.

Miranda disse que os militares poderão efetuar prisões em flagrante, se necessário. Nestes casos, o registro de ocorrência será feito em delegacia comum. O uso da força, segundo ele, será feito "proporcionalmente ao que estiver ocorrendo". "Em um crime comum que ocorra, o militar deve por obrigação prender por flagrante delito", disse.

Cada ocupação será acompanha por um juiz do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio, por fiscais do tribunal e policiais militares. "O Exército estenderá um manto de segurança, mas quem fará a fiscalização eleitoral é o TRE", disse o coronel.

Missão

As Forças Armadas terão como missão no Rio coibir a imposição de candidatos, em áreas da cidade controladas por traficantes e milicianos, por meio de ameaças aos eleitores.

De acordo com o vice-presidente do TRE do Rio de Janeiro, Alberto Motta Moraes, os homens atuarão em 24 localidades.

Moraes ressaltou que a operacionalização ficará por conta das Forças Armadas, mas que o reforço na segurança terá a participação ainda das polícias Militar e Civil do Estado, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

"A presença do Estado nessas regiões tem o objetivo de transmitir aos eleitores das diversas regiões a segurança de que eles poderão ter confiança de que as eleições vão ocorrer normalmente e que eles não sofrerão a pressão que estão sofrendo."

A atuação não será simultânea nas 24 áreas. Segundo o vice-presidente, as primeiras localidades servirão como termômetro para definir detalhes para as próximas áreas.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8158)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca