Alckmin defende união com Serra e diz que não existem "serristas" nem "alckmistas"
GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online
O candidato à Prefeitura de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu hoje a união com o governador José Serra (PSDB) ao dizer que não existem "serristas" nem "alckmistas". A declaração foi uma resposta à divisão interna do partido, com o apoio de alguns tucanos à candidatura de Gilberto Kassab (DEM).
"Não existem serristas nem alckmistas. Existem tucanos sociais democratas. Nem eu, nem o Serra, gosta disso [divisão]. Nós somos tucanos com vontade, ânimo e capacidade para trabalhar pelo povo de São Paulo", defendeu Alckmin.
Durante a tarde de hoje, o tucano fez corpo-a-corpo com eleitores na região do Jaraguá, zona norte da capital. Alckmin abraçou eleitores, acenou para cabos eleitorais de Marta Suplicy (PT) --que dividiam espaço entre os tucanos, autografou uma bíblia e chupou bala com uma eleitora.
O tucano evitou críticas aos adversários, mas alfinetou a tática utilizada por Marta e Kassab em estimular a comparação de gestões. "Campanha não pode ser feita com um farol voltado para o passado. Campanha se faz olhando para os próximos quatro anos", disse Alckmin.
Sobre a saída do marqueteiro Lucas Pacheco, Alckmin se limitou a dizer que o publicitário "fez um bom trabalho" e que a decisão sobre o seu desligamento não teve motivação política. "Foi uma decisão pessoal", resumiu Alckmin.
Pacheco deixou a coordenação de comunicação de Alckmin na noite de ontem e culpou os tucanos ligados a José Serra pelas dificuldades encontradas na campanha. O marqueteiro foi substituído por Raul Cruz Lima, que assumiu a direção do programa de TV na tarde de hoje.
Segundo a coordenação da campanha, o programa de rádio será gravado amanhã. O novo programa de TV --que será levado ao ar na próxima sexta-feira (12)-- não terá mudança.
"Não terá nenhuma mudança. Claro que cada um [marqueteiro] tem um estilo próprio, mas o rumo do programa será o mesmo", defendeu. O tucano negou que irá "atacar" Kassab com críticas a atual gestão e disse que continuará na linha "propositiva".
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