Campanhas prevêem clima hostil entre os candidatos em debate na TV
CATIA SEABRA
RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo
Sob pressão para que atue enfaticamente na campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura, o governador José Serra avisou ontem a interlocutores que não irá ao debate de hoje na TV Bandeirantes. Serra pretende evitar assédio, especialmente da imprensa, sobre a saída do marqueteiro de campanha de Alckmin.
De acordo com o publicitário Lucas Pacheco, a pressão de "porta-vozes" de Serra para que a gestão de Kassab fosse poupada prejudicou a estratégia de campanha. No Palácio dos Bandeirantes, esse argumento foi encarado como pretexto para uma saída honrosa. No governo, serristas classificaram o argumento de "ridículo" e "absurdo".
Assessores dos três principais candidatos à prefeitura dizem esperar um clima beligerante no debate de hoje à noite, entre Marta Suplicy (PT), Alckmin e Gilberto Kassab (DEM).
Diferentemente do que ocorreu no primeiro encontro entre eles, há 42 dias, o debate de hoje acontece um dia depois de o PSDB trocar de marqueteiro e em meio a troca de críticas entre Marta e Kassab na TV.
Líder na disputa, segundo o Datafolha, Marta (40%) deve ser o alvo preferencial. Nos programas de TV e rádio de ontem, ela recebeu críticas do nanico Ciro Moura (PTC), além das habituais de Kassab.
"Ela vai para o debate preparada para apresentar propostas. Mas estamos preocupados com o grau de agressão, que está aumentando muito", disse o deputado Carlos Zarattini, que coordena a campanha do PT.
Alckmin está em segundo na disputa (22%), em empate técnico com Kassab (18%), que desde o início da campanha buscou polarização com Marta. Seu objetivo era angariar os votos anti-PT. Marta não respondeu aos ataques no início, mas passou a alimentar a polarização, já que parte da campanha considera Kassab um adversário mais fácil de ser batido em eventual segundo turno.
Polarização
Participam do debate de hoje --que começa às 21h30 e deve durar cerca de duas horas e meia-- 8 dos 11 candidatos. Eles são de partidos que elegeram deputados para a Câmara. Não irão ao debate: Anaí Caproni (PCO), Levy Fidelix (PRTB) e Edmilson Costa (PCB).
No primeiro debate, em 31 de julho, o clima só esquentou no final, com a polarização entre Marta e Alckmin. Até o primeiro turno, deve haver mais dois debates --na Record e na Globo.
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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