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Brasil
11/09/2008 - 10h16

Campanhas prevêem clima hostil entre os candidatos em debate na TV

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CATIA SEABRA
RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo

Sob pressão para que atue enfaticamente na campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura, o governador José Serra avisou ontem a interlocutores que não irá ao debate de hoje na TV Bandeirantes. Serra pretende evitar assédio, especialmente da imprensa, sobre a saída do marqueteiro de campanha de Alckmin.

De acordo com o publicitário Lucas Pacheco, a pressão de "porta-vozes" de Serra para que a gestão de Kassab fosse poupada prejudicou a estratégia de campanha. No Palácio dos Bandeirantes, esse argumento foi encarado como pretexto para uma saída honrosa. No governo, serristas classificaram o argumento de "ridículo" e "absurdo".

Assessores dos três principais candidatos à prefeitura dizem esperar um clima beligerante no debate de hoje à noite, entre Marta Suplicy (PT), Alckmin e Gilberto Kassab (DEM).

Diferentemente do que ocorreu no primeiro encontro entre eles, há 42 dias, o debate de hoje acontece um dia depois de o PSDB trocar de marqueteiro e em meio a troca de críticas entre Marta e Kassab na TV.

Líder na disputa, segundo o Datafolha, Marta (40%) deve ser o alvo preferencial. Nos programas de TV e rádio de ontem, ela recebeu críticas do nanico Ciro Moura (PTC), além das habituais de Kassab.

"Ela vai para o debate preparada para apresentar propostas. Mas estamos preocupados com o grau de agressão, que está aumentando muito", disse o deputado Carlos Zarattini, que coordena a campanha do PT.

Alckmin está em segundo na disputa (22%), em empate técnico com Kassab (18%), que desde o início da campanha buscou polarização com Marta. Seu objetivo era angariar os votos anti-PT. Marta não respondeu aos ataques no início, mas passou a alimentar a polarização, já que parte da campanha considera Kassab um adversário mais fácil de ser batido em eventual segundo turno.

Polarização

Participam do debate de hoje --que começa às 21h30 e deve durar cerca de duas horas e meia-- 8 dos 11 candidatos. Eles são de partidos que elegeram deputados para a Câmara. Não irão ao debate: Anaí Caproni (PCO), Levy Fidelix (PRTB) e Edmilson Costa (PCB).

No primeiro debate, em 31 de julho, o clima só esquentou no final, com a polarização entre Marta e Alckmin. Até o primeiro turno, deve haver mais dois debates --na Record e na Globo.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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