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Brasil
11/09/2008 - 15h58

Aliados lançam manifesto de apoio a Soninha após acusações contra vereadores

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da Folha Online

Aliados da candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, lançaram um manifesto de apoio à vereadora após suas declarações contra parlamentares da Câmara Municipal sobre possíveis acordos em projetos de lei.

Assinam o manifesto, entre outros, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire; o cineasta João Batista de Andrade, ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo; Paulo Baía, professor do Departamento de Economia da PUC; e Sérgio Salomão Shecaira, professor titular de Direito Penal da USP. A assessoria do PPS informou que nomes como Fernando Gabeira (PV) e Manuela D'Ávila (PC do B) devem assinar ainda hoje o documento.

Soninha assinou ontem, na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo, uma notificação sobre as acusações. A representação foi protocolada por Carlos Apolinário (DEM), líder do partido na Câmara.

"Ela disse que os vereadores recebem dinheiro para votar projetos. Eu não poderia ficar calado. Ela tem dois caminhos: ou chega na corregedoria e desmente ou terá que provar", disse.

O vereador afirmou que Soninha foi "leviana" nas acusações e que a atitude da candidata é "eleitoral". "Por que ela não chamou a imprensa há dois anos? Parece que ela quer aparecer porque é candidata. Ela faz uma cara de coitada para falar de todo mundo, mas de mim não", alfinetou o vereador.

Soninha afirmou que não vai recorrer da representação entregue à Corregedoria da Casa pelo líder do DEM. "Eu não vou recorrer. Vou esperar eles seguirem com o processo. Da última vez que me ameaçaram, o corregedor pediu que eu me explicasse por escrito."

Leia íntegra do manifesto:

Nós, cidadãos e cidadãs que ainda acreditamos que a ética e a transparência são essenciais à política e à democracia, repudiamos veementemente os atos de hostilidade contra a vereadora e candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, e consideramos inadmissível qualquer tentativa de intimidação ou ameaça de punição pelo simples fato de manifestar o seu pensamento e as suas opiniões.

Estamos todos solidários à vereadora Soninha neste momento, pela coragem de jogar luz sobre a obscuridade da Câmara Municipal de São Paulo --e pelo desprendimento de abrir mão de uma possível reeleição como vereadora para entrar em uma campanha majoritária e influenciar decisivamente nos rumos do debate político e programático da cidade.

Quando Soninha afirmou na sabatina do jornal 'O Estado de S. Paulo' que os vereadores paulistanos fazem acertos de todos os tipos e diferentes nuances, mais ou menos republicanas, para a aprovação de projetos na Câmara, foi como se riscasse um fósforo sobre um barril de pólvora.

A grande maioria dos vereadores simplesmente não admite que algum de seus pares questione as práticas e métodos próprios do parlamento paulistano. Quase como o 'código de honra' da máfia, que manda exterminar quem se opõe às regras do crime organizado, alguns vereadores pedem a cabeça de quem ousa questionar o modus operandi das negociações realizadas na Câmara Municipal.

Não é segredo para ninguém que os projetos de lei --seja de iniciativa do Executivo ou dos vereadores-- só entram em pauta após acordo entre os líderes partidários. Como se chega a esses acordos é o grande tabu --que a imprensa não aprofunda e que Soninha vem apontando desde o seu primeiro ano de mandato, sem grande repercussão.

Agora que é candidata à prefeitura, as mesmas declarações ganham um enfoque diferenciado. Mas a nossa indignação é a mesma de Soninha contra essa prática dos vereadores paulistanos --que, em vez de pedirem a apuração das acusações e o esclarecimento das suspeitas, querem a punição da acusadora. Muito singular este senso de justiça e transparência.

Porém, São Paulo reivindica um novo parâmetro ético para qualificar o debate e dignificar a nossa representação política. Assim, a postura de Soninha deixa de ter apenas um caráter partidário para se transformar em um clamor de todos aqueles que amam esta cidade e desejam resgatar os sonhos e a esperança de uma sociedade mais digna, justa e humana."

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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