Publicidade

Publicidade
Brasil
11/09/2008 - 18h05

Em Porto Alegre, 22% dos vereadores são suplentes que assumiram o mandato

Publicidade

colaboração para a Folha Online

Um levantamento realizado pela ONG Transparência Brasil na Câmara Municipal de Porto Alegre (RS) mostra que, dos 36 vereadores que compõem a Casa, oito são suplentes que assumiram o mandato com a saída dos titulares. Ou seja, 22% dos membros do Legislativo não são os escolhidos inicialmente pelos eleitores.

Destes, seis assumiram com a saída dos vereadores que conquistaram novos cargos com as eleições em 2006. É o caso da candidata à prefeitura Manuela D'Ávila (PC do B), eleita em 2004 vereadora e, posteriormente, substituída ao assumir a vaga de deputada federal. Outros dois vereadores deixaram seus postos para assumir cargos no Executivo.

O relatório revela ainda que, dos 36 integrantes da Casa, apenas um não concorre à reeleição neste ano. Dos 35 candidatos à reeleição, 14 tentaram, sem sucesso, se eleger a outros cargos em 2006.

Entre os vereadores que disputaram as eleições de 2006, cinco enriqueceram mais de 40% até 2008. É o caso do vereador João Bosco (PDT), cujo patrimônio cresceu cerca 106,7% em dois anos; e dos vereadores Maristela Maffei (PC do B) e Adeli Sell (PT), que declararam um enriquecimento de cerca de 76% entre 2006 e 2008.

A ONG também acompanhou a freqüência dos vereadores nas reuniões e assembléias da Câmara, e chegou aos seguintes dados: três vereadores faltaram a mais de 20% das sessões plenárias, enquanto cinco vereadores faltaram a mais de 10% das reuniões de comissões. Neste cenário, 36 reuniões ordinárias e nove reuniões extraordinárias da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara deixaram de ocorrer por falta de quórum.

O estudo --realizado com base nas informações do projeto Excelências-- traz informações sobre as Câmaras Municipais de outras duas capitais brasileiras: Salvador (BA) e Curitiba (PR).

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8158)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca