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Brasil
12/09/2008 - 13h57

Com novo marqueteiro, Alckmin parte para o ataque e faz críticas às gestões de Marta e de Kassab

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colaboração para a Folha Online

O ex-governador e candidato à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), subiu o tom hoje no programa eleitoral na TV e em vez de música e corpo-a-corpo com eleitores, o tucano passou todo o tempo mostrando críticas à atual gestão do prefeito-candidato Gilberto Kassab (DEM).

O tucano também não poupou Marta Suplicy (PT) e fez ataques ao setor da saúde. "A gente sabe que a saúde hora nenhuma foi prioridade pelo governo da Marta. Mas, o Kassab teve tudo nas mãos, mas foi tímido, não mexeu no sistema como deveria", disse.

Alckmin mostrou depoimentos de eleitores insatisfeitos com o setor e prometeu que irá "rever as condições salariais dos médicos". O ex-governador defendeu a criação de mais hospitais e centros de saúde nas unidades mais distantes. "Vamos mexer um bocado. Sou médico e modéstia à parte, fui um bom governador".

O programa de hoje foi o primeiro após a saída do marqueteiro Lucas Pacheco nesta semana. Em reportagem à Folha (íntegra disponível para assinantes) a coordenação da campanha disse que as mudanças seriam apresentadas somente no programa de segunda-feira, que marcaria a estréia do novo marqueteiro Raul Cruz Lima.

Marta abriu o programa de hoje ressaltando "grandes obras" da gestão, como a distribuição de merenda e a criação de 21 CEUs (Centro Educacional Unificado). A petista alfinetou Kassab com críticas ao programa "Vai e Volta" que, segundo ela, teve o número de beneficiados reduzido.

A ex-prefeita apresentou novamente propostas "inusitadas" como o fornecimento de internet banda larga gratuita e o programa de criação de novas creches. A petista prometeu também que irá oferecer cursos superiores e de extensão aos professores da rede pública.

O prefeito-candidato Gilberto Kassab (DEM) defendeu a continuidade da gestão e investiu em depoimentos de eleitores. Como nos outros programas, Kassab apresentou obras como "repórter" e voltou a ressaltar projetos como a Lei Cidade Limpa, a criação de parques e o bilhete "amigão", que oferece viagens gratuitas ao preço de uma passagem aos domingos.

Kassab voltou a "colar" a imagem em Pelé e no governador José Serra ao mostrar uma imagem de abertura da Virada Esportiva. O democrata voltou a mostrar o CCJ (Centro Cultural da Juventude), na Brasilândia (zona norte da capital) e novamente tentou mostrar a "união" entre o seu antecessor. "O Serra foi lá, fez o centro e o Kassab botou pra funcionar", disse o locutor.

Soninha Francine (PPS) disse hoje ser usuária da rede pública e defendeu a melhoria do setor. Ao contrário dos outros programas, a candidata trocou o figurino amarelo e optou por uma blusa de frio escura.

Levy Fidelix (PRTB) repetiu os ataques aos tucanos, mas retirou o termo "meter a mão", julgado improcedente pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.

Paulo Maluf (PP) abriu o programa com um locutor dizendo que ele "detonou" no debate realizado ontem, pela TV Bandeirantes. O candidatou mostrou uma eleitora dramática que implorou por votos.

Ivan Valente (PSOL) mostrou reportagens de jornais para criticar a privatização do setor da saúde nas AMAs (Atendimento Médicos Ambulatoriais) e Edmilson Costa (PCB) mudou o formato do programa, fez a gravação em um estúdio e ao contrário do discurso em defesa do MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) defendeu o fim dos trabalhos aos domingos.

Anaí Caproni (PCO) criticou Kassab ao dizer que o governo do democrata é uma continuação do governo "Martaxa", em alusão a administração de Marta. Renato Reichmann (PMN) defendeu a melhoria da GCM (Guarda Civil Metropolitana) nas escolas municipais.

Ciro Moura (PTC) criticou o "abandono" do funcionalismo público e defendeu a melhoria de salários.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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