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Brasil
15/09/2008 - 10h36

Dinheiro da Vale domina campanha no Piauí

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EDUARDO SCOLESE
enviado especial da Folha a Capitão Gervásio Oliveira (PI)

Os dois candidatos a prefeito de Capitão Gervásio Oliveira, no sudeste do Piauí, a 557 km de Teresina, disputam para exibir ao eleitor qual deles saberá administrar melhor o "boom" que a microscópica economia local experimentou nos últimos cinco anos.

Significa investir no município o dinheiro de impostos e contribuições pela exploração de níquel pagas pela gigante mineradora Vale do Rio Doce.

Graças a esse dinheiro, Capitão Gervásio foi a cidade brasileira que mais avançou no índice de desenvolvimento municipal criado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), medido a partir de variáveis de emprego e renda, educação e saúde.

Em 2000, ocupava a última colocação no ranking nacional. Cinco anos depois, não apenas obteve o maior avanço percentual (237,8%), como deixou para trás outros 396 municípios.

Tanto José Filho (PSB), candidato à reeleição, como Agapito Coelho (PSDB), prefeito entre 1997 e 2004, falam na criação de cursos de capacitação, investimento em educação, construção de um hospital municipal e, antes disso, na solução urgente de problemas básicos, como o bombeamento de água ao menos para a zona urbana (o único hotel da cidade, por exemplo, depende de carro-pipa) e o tratamento do esgoto escoado diretamente para o principal reservatório local.

O tucano tem idéias megalomaníacas, como a construção de um aeroporto para receber executivos da Vale. Já o candidato à reeleição sorri de orelha a orelha quando fala na expectativa de recursos obrigatórios a serem repassados pela mineradora. "O dinheiro do FPM vai virar troco", diz o prefeito, que, no passado, recebeu R$ 2,5 milhões do Fundo de Participação dos Municípios, o mesmo valor recebido nos últimos três anos só de ISS pagos pela Vale.

A expectativa na pequena cidade piauiense é de que a usina de níquel seja instalada até o fim de 2009, com o início da exploração em 2010. A estimativa é de um potencial de exploração de 81 milhões de toneladas de níquel, a serem retiradas nos próximos 30 anos.

A Vale montou um acampamento no município em 2003, a princípio para pesquisas. Em 2007, com a concessão de lavra do Departamento Nacional de Produção Mineral, instalou usina-piloto e ampliou a contratação de moradores, que ganham entre R$ 415 e R$ 1.000.

NA INTERNET
http://campanhanoar.folha.blog.uol.com.br
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Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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