Brasil
15/09/2008 - 17h29

Presidente do TRE diz que tropas permanecem no Rio até o segundo turno

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro, Roberto Wider, anunciou nesta segunda-feira que a atuação das tropas do Exército e da Marinha que reforçam a segurança no Rio de Janeiro durante o período eleitoral vai até o segundo turno, em 26 de outubro, caso a disputa pela prefeitura não seja decidida na votação do dia 5.

"Vai ficar até o segundo turno, é óbvio. Não poderá sair antes", disse Wider durante entrevista coletiva na sede do tribunal, no centro do Rio. Segundo o desembargador, o planejamento inicial já era a permanência dos militares até o fim do processo eleitoral. "A força já veio com a previsão de ficar até o segundo turno", afirmou.

O presidente do TRE rebateu relatório divulgado nesta segunda-feira pelo relator especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, Philip Alston. O funcionário da ONU diz que megaoperações em favelas deveriam ser evitadas e que, em vez de incursões pontuais, a presença policial deveria ser permanente.

"É muito fácil fazer críticas de longe, dentro de posições teóricas sobre como deveria ser. Era preciso que ele viesse ao Rio, conhecesse as nossas dificuldades e, principalmente, a seriedade com que queremos enfrentar os problemas", disse o presidente do TRE-RJ.

O desembargador afirmou que quatro toneladas de material irregular de propaganda eleitoral foram apreendidas pelos fiscais desde o início da Operação Guanabara. Ele defendeu punição --processo e multas-- contra os candidatos que tinham propaganda irregular.

"Não podemos pensar em pessoas que querem exercer um mandato eletivo, representar o povo e comecem violando a lei eleitoral. Punições são necessárias como forma exemplificativa para os demais".

Ele também admitiu uma mudança no sistema de ocupação militar por três dias em cada favela incluída no planejamento da Operação Guanabara. "Esta periodicidade será examinada na medida que os problemas forem ocorrendo. Talvez num local baste ficar um dia, em outro precise ficar uma semana. Se for assim, poderá haver uma modificação".

Wider se despediu da presidência da Corte, que será ocupada pelo desembargador Alberto Motta Moraes pelos próximos dois anos. Wider anunciou que, a partir de amanhã, a Justiça Eleitoral vai disponibilizar dois números de telefone para tirar dúvidas dos eleitores. O atendimento, pelos números (0xx21) 2212-4600 e (0xx21) 2212-4650, será de segunda a sexta-feira, de 8h às 20h.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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