Brasil
16/09/2008 - 12h20

Noruega vai investir R$ 1 bi em políticas de redução do desmatamento da Amazônia

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, anunciou nesta terça-feira que o país vai investir R$ 1 bilhão até 2015 no Brasil para a implantação de políticas de redução do desmatamento na floresta amazônica. O país será o primeiro doador do chamado Fundo Amazônia, criado pelo governo brasileiro para arrecadar recursos com o objetivo de preservar a floresta.

Segundo o primeiro-ministro, a primeira doação será de US$ 130 milhões. O restante, até completar R$ 1 bilhão, será repassado ao governo brasileiro se forem cumpridos os compromissos de redução da emissão de gases poluentes e queda no desmatamento na floresta amazônica.

"Enquanto o Brasil se dispuser a reduzir o desmatamento nós vamos pagar. A primeira contribuição está estimada em US$ 130 milhões. Depois nós continuaremos a contribuir dependendo da taxa de redução do desmatamento", afirmou o primeiro-ministro.

Stontenberg deve formalizar a doação durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, no Palácio do Planalto. O norueguês disse acreditar que o Fundo Amazônia é o "mais eficiente caminho para conseguir grandes e rápidas reduções de emissão de gases".

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje que pelo menos outros quatro países devem aderir ao Fundo Amazônia em curto prazo: Suécia, Suíça, Alemanha e Japão.

Minc espera que o governo brasileiro consiga reunir, em um ano, US$ 900 milhões em doações para o Fundo Amazônia. Até 2021, a meta é que fundo chegue a US$ 21 bilhões. Lançado no início de agosto, o fundo tem a finalidade de financiar atividades que explorem de maneira sustentável os recursos da floresta.

A verba também será usada para custear projetos de energia limpa e de educação ambiental às populações amazônicas. O fundo terá as decisões de execução centralizadas no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Minc disse que, apesar da participação financeira de outras nações, a gestão do fundo não irá sofrer influências externas. "Será um fundo soberano, sem ingerência de outros países e executado pelo BNDES", afirmou ele.

Acordos

Além de discutir com o presidente Lula a doação da Noruega para o Fundo Amazônia, a expectativa é que o primeiro-ministro também assine acordos na área de exploração de petróleo, pesca, cooperação no Haiti e no programa brasileiro de biocombustíveis.

Stoltenberg quer discutir a exploração da camada pré-sal de petróleo no país, uma vez que a Noruega aprovou um novo marco regulatório para explorar as reservas de petróleo na região.

Segundo o primeiro-ministro, o grande desafio para o Brasil é "encontrar um equilíbrio entre o capital nacional e o estrangeiro" no que diz respeito à produção e exploração do petróleo. "A experiência norueguesa mostra que é preciso ter um equilíbrio entre a empresa estatal e o capital privado e entre a participação nacional e estrangeira", disse.

Comentários dos leitores
paulo cezar (115) 04/07/2009 11h59
paulo cezar (115) 04/07/2009 11h59
"grilagem de áreas protegidas"... só complementando , as terras sendo regularizadas não eram "terras protegidas", eram da união. sem opinião
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paulo cezar (115) 03/07/2009 16h21
paulo cezar (115) 03/07/2009 16h21
Mig, sua opinião é muito radical. A vida não é uma linha reta de causas e consequências amigo. É evidente que uma região com maior presença humana vai aproveitar melhor os recursos e assim "diminuir" a bio-pirataria, acabar com ela, só no dia em que se acabar a busca incessante por lucro fácil.... Sobre seus "grileiros", para mim são desbravadores. Estão certos. O governo não fazia nada com suas terras enquanto pessoas podiam gerar renda com aquele recurso. O governo esta fazendfo agora o que já deveria ter feito há muito tempo, inclusive se tivesse feito teria evitado grilagem. Esta licitando suas terras para que as pessoas possam gerar riquezas nelas ... Quem defende a amazônia como o "deserto" que é , esquece que os recursos ali podem melhorar a vida das pessoas. É lógico que houve pressão dos ruralistas, assim como houve de ONGs, e o resultado dessas forças conflitantes foi uma lei que atende em parte reinvindicações dos dois lados... É necessário explorar os recursos da amazônia, fazendo o possivel para preservar o máximo da fauna e da flora. Não é aceitável deixar ao relento "total" uma riqueza que pode melhorar a vida de milhões. 2 opiniões
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M Mig (1471) 02/07/2009 18h05
M Mig (1471) 02/07/2009 18h05
Caro Paulo Cezar,
O povoamento da Amazônia não evita a bio pirataria, imagine um sujeito, que invadiu um pedaço de terra junto com outros, construiu a sua roça, vai a cidade mais próxima com alguma freqüência... não tem dinheiro, aí... chega um representante de uma industria estrangeira dizendo que quer contratar pessoal para um projeto de "levantamento" de espécies da região. Você acha que o esse individuo vai recusar a oferta?? Claro que não, muitas vezes ele nem sabe que está sendo usado. É assim que a bio pirataria chega a Amazônia.
A Amazonlinks, uma ONG com sede em Rio Branco, faz um trabalho de levar informação a população da Amazônia para tentar quebrar a relação empresas estrangeiras - população amazônica, inibindo assim a bio pirataria.
Voltando ao assunto, o que o governo federal quer e dar um pedaço de terra para os grileiros, legalizando assim a grilagem de áreas protegidas...... quando lula se desculpou alegando estar sofrendo pressão dso ruralistas para sancionar a MP ele já assinou o conhecimento dos malefícios da MP (foi assim como um "desculpa ai gente, mas eu vou cometer mais esse erro").
Outro ponto é possibilidade de venda das terras. Como isso vai beneficiar a Amazônia?? Isso só beneficia latifundiários
Lembrando: "Ruralistas pressionam Lula por MP que regulariza terras na Amazônia".
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