Brasil
16/09/2008 - 14h52

Vereador acusado de chefiar milícia diz que soube de grupos criminosos pela imprensa

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

Acusado de chefiar uma milícia na favela da Chacrinha, em Jacarepaguá (zona oeste do Rio de Janeiro), o vereador e candidato à reeleição Luiz André Ferreira da Silva (PR), o Deco, disse à CPI das Milícias da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio) que só tomou conhecimento de grupos criminosos paramilitares por meio da imprensa.

O candidato a vereador Luiz Monteiro da Silva (PTC), o Doen, também prestou depoimento e negou ter ligação com milícias na área da Praça Seca, no mesmo bairro.

O presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSOL), avaliou que os dois entraram em contradição e reforçou a acusação. "Os dois depoimentos tiveram imensas contradições. Eles não conseguiram explicar seus bens incompatíveis com o que ganham. Saio convencido de que existe milícia e ela está dividida entre estes dois", afirmou.

Investigado por cinco homicídios, Deco disse à CPI que nenhuma milícia controla a área da Chacrinha e que sua atuação na comunidade é apenas na Educação.

A deputada Cidinha Campos (PDT) citou outros sete homicídios pelos quais Deco é acusado, e que não teriam virado inquéritos. A parlamentar insinuou que as delegacias da região estariam sendo coniventes com as milícias. Ao responder à pergunta de Cidinha sobre a razão de ainda não ter sido preso, Deco disse que "a Justiça não teve provas para me incriminar".

Ao tentar explicar o patrimônio de R$ 173 mil declarado à Justiça Eleitoral --embora tenha sido vereador por 18 meses, com salário líquido de R$ 6.500-- ele citou a nomeação da esposa em seu gabinete, assim como a de três irmãos e a sogra. Deco também sustentou que a venda de gás é "um processo aberto, sem monopólio", mas admitiu que um irmão dele trabalha revendendo gás ilegalmente. "Ele é maior de idade e eu não tenho como proibi-lo de vender", disse.

O vereador negou conhecer Doen. O sargento da Polícia Militar, porém, o contradisse e garantiu tê-lo apoiado na campanha de 2004. Segundo Doen, os dois teriam rompido porque Deco não cumpriu as promessas eleitorais. Ele teria saído candidato a vereador "por interesse maior da comunidade".

Doen disse que não há traficantes de drogas na região onde atua, mas "não pode provar" que não haja milícias. Tal como Deco, afirmou que "escuta falar" dos grupos paramilitares pela imprensa. Ao explicar o patrimônio de R$ 269.817,41, Doen citou trabalhos como segurança particular e aluguel de quitenetes.

O candidato a vereador negou ter participado de reunião onde teria sido elaborado um plano pra matar um delegado e colocar a culpa no vereador Deco.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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