PF prende irmão de nº dois da instituição; Menezes será substituído por Troncon
colaboração para a Folha Online
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o diretor-executivo da instituição, Romero Menezes, seu irmão José Gomes de Menezes Júnior, proprietário de uma empresa de vigilância, e mais um. Eles são suspeitos de praticar os crimes de advocacia administrativa, corrupção passiva privilegiada e tráfico de influência.
Menezes ocupava o segundo cargo mais importante na hierarquia da PF atrás somente do diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa.
Em depoimento à PF, Menezes --que teve voz de prisão declarada pelo próprio Corrêa, em Brasília-- teria afirmado que seu irmão estaria usando seu nome para conseguir benefícios para sua empresa.
A PF vai dar uma coletiva ainda hoje para dar mais detalhes da operação, que é um desdobramento das investigações da operação Toque de Midas, realizada em julho deste ano contra fraudes em processo licitatório de concessão da estrada de ferro do Amapá.
No desdobramento de hoje a PF cumpriu mais dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos Estados do Amapá, Pará e no Distrito Federal. Segundo a PF, as investigações identificaram indícios de crimes envolvendo um funcionário do grupo EBX --pertencente ao empresário Eike Batista-- e Menezes.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do grupo EBX, que ainda não se pronunciou sobre o caso. A assessoria informou ainda que a empresa não foi notificada sobre as investigações.
Segundo a PF, o cargo de Menezes deve ser ocupado temporariamente por Roberto Troncon, diretor de combate ao crime organizado da instituição.
A Polícia Federal informou que os dois investigados ligados ao grupo buscavam facilidades junto à PF para proveito das empresas, como fraude na inscrição para curso especial de supervisor de segurança portuária e credenciamento para instrutor de tiro sem análise dos requisitos legais.
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