AMB inclui prefeitos de Florianópolis e de Belém em "lista suja"
THIAGO REIS
da Agência Folha
A menos de três semanas das eleições, a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) incluiu em sua "lista suja" os prefeitos e candidatos à reeleição Dário Berger (PMDB), de Florianópolis, e Duciomar Costa (PTB), de Belém.
Segundo a entidade, Berger responde a cinco ações por improbidade administrativa. Já Duciomar é réu em um processo, também por improbidade.
O anúncio foi feito com atraso pela AMB, que já havia divulgado em julho os 15 fichados nas capitais. Além de dois processos em Florianópolis (SC), Berger é réu em outros três em São José (região metropolitana), cidade que governou por dois mandatos consecutivos (1997-2004). Duciomar responde a ação na 2ª Vara da Fazenda de Belém (PA).
Para o advogado de Berger, Rogério Olsen da Veiga, que atua na campanha, a inclusão do nome do prefeito neste momento é um fato "estranho e lamentável". "Esses processos são públicos. Em quatro deles, a citação para que o prefeito se defenda ainda nem aconteceu. Passar isso ao eleitor nesse momento como se ele fosse fichado causa indignação."
O secretário-geral da AMB, Paulo Henrique Machado, diz que e-mails e cartas chegaram à entidade alertando para as ações. "Em um primeiro momento, esses processos não foram identificados. Mas, com a confirmação agora, a inclusão foi feita imediatamente."
Segundo o advogado de Berger, adversários concorrentes do prefeito na disputa também são alvos de ações, mas não constam da página da AMB. "Deve ter ocorrido um equívoco, que deve ser corrigido." Segundo Machado, se houver a comprovação, os nomes também serão listados.
Segundo a última pesquisa Ibope, Berger tem 27% das intenções de voto. Esperidião Amin (PP) tem 22%.
Em Belém, Duciomar está empatado tecnicamente com Valéria (DEM): ele tem 23%, contra 25% dela.
O advogado de Duciomar, Mailton Ferreira, diz que o prefeito não foi citado ainda e que não pode ser responsabilizado pela ação, na qual é apontado abuso na utilização de manchetes e fotos do prefeito no "Diário Oficial". "Ele não tinha conhecimento do fato. Como ia impedir?", questionou.
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Vejam bem, esse número representa muitas vezes mais de pessoas que comungam com o projeto e que não puderam assinar para maior representatividade; mesmo assim, não há respeito nenhum dos legisladores para com o clamor popular, pois alguns ou muitos já se manifestaram de que irão apresentar emendas, alterando a redação para que o ficha-suja possa participar como candidato, incrível isso, não?
Se a vontade popular é a de que não possa vir a ser candidato, por qual motivo será que esses parlamentares simplesmente não a acatam?
Não dá para escrever o que pensamos a respeito, pelo simples motivo de correr o risco de não ser publicado, mas creio que é de conhecimento público.
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