Justiça revoga prisão de número 2 da Polícia Federal
da Folha Online
O TRF-1 (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região revogou ontem a prisão do diretor-executivo da Polícia Federal, Romero Menezes, preso por suspeita de prática de advocacia administrativa. Segundo a PF, ele foi solto por volta da 1h desta quarta-feira.
Menezes foi preso num desdobramento das investigações da Operação Toque de Midas, realizada em julho deste ano contra fraudes em processo licitatório de concessão da estrada de ferro do Amapá.
A PF não quis dar detalhes sobre a prisão de Menezes, mas confirmou que o ex-diretor é acusado do crime de advocacia administrativa --pelo qual um servidor público usa da sua função para obter vantagens em proveito próprio ou de terceiros. A pena prevista é de detenção de um a três meses.
Na prática, Menezes teria utilizado da sua prerrogativa de diretor da PF para conquistar vantagens para a empresa gerenciada pelo irmão, José Gomes de Menezes Júnior, proprietário de uma empresa de vigilância que presta serviços no Amapá à EBX --pertencente ao empresário Eike Batista. O ex-diretor também pode responder ao crime de formação de quadrilha e exploração de vantagens, segundo a PF.
O diretor de combate ao crime organizado da PF, Roberto Troncon, disse ontem que a prisão de Menezes, não era necessária, embora a instituição tenha cumprido o pedido do Ministério Público.
"No entender da PF, não seria necessária [a prisão]. Mas a Justiça e o Ministério Público entenderam [que era necessária]. Mas em razão da posição que o diretor ocupa, foi interpretado de que poderia haver alguma interferência ou prejuízo para a coleta de provas", afirmou.
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