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Brasil
17/09/2008 - 13h38

Por telefone, número 2 da PF diz a Tarso que vai provar sua inocência

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta terça-feira que a prisão do diretor-executivo da Polícia Federal, Romero Menezes, não significa um constrangimento para a corporação porque mostra que ninguém no governo brasileiro está acima da lei. Tarso conversou por telefone com Menezes, que foi solto por volta da 1h desta quarta-feira.

"Ele [Menezes] me disse que eu poderia ficar tranqüilo que ele iria comprovar sua inocência", disse o ministro.

Para o ministro, só no final do inquérito será possível avaliar se o diretor afastado estava realmente envolvido em crimes como advocacia administrativa ou tráfico de influência. "O inquérito vai mostrar se ele é culpado ou inocente."

Tarso disse que achou desnecessária a prisão porque Menezes poderia não interferir no inquérito mesmo permanecendo no cargo --ele ocupava o segundo posto mais importante na hierarquia da PF. "Não havia necessidade de prisão. Se houve excesso pela prisão, tudo foi feito dentro da legalidade."

O ministro afirmou que a PF se comportou como uma "polícia de Estado" ao prender o segundo homem de sua hierarquia. E disse acreditar que a prisão de Menezes não trará prejuízo à investigação Toque de Midas --realizada em julho deste ano contra fraudes em processo licitatório de concessão da estrada de ferro do Amapá.

Reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL) informa que Menezes é suspeito de beneficiar o irmão, José Gomes de Menezes Júnior--também preso ontem-- com informações privilegiadas.

Menezes teria utilizado da sua prerrogativa de diretor da PF para conquistar vantagens para a empresa de vigilância do irmão que presta serviços no Amapá à EBX --pertencente ao empresário Eike Batista. Também foi preso ontem Renato Camargo dos Santos, diretor da MMX, empresa subsidiária da EBX.

Em nota, a PF informou ontem que "os dois investigados ligados ao grupo buscavam facilidades junto à Polícia Federal para proveito das empresas, como fraude na inscrição para curso especial de supervisor de segurança portuária, credenciamento para instrutor de tiro sem análise dos requisitos legais, entre outros".

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Acertou o STJ ao suspender os mandados de busca e apreensão, vez que, como se sabe, tais empreiteiras mandam no Brasil e ninguém tem peito de ir fundo nas acusações de corrupção. Então, para que perder tempo se no fim as investigações vão acabar em absolutamente NADA! Vamos economizar tempo e dinheiro, não é mesmo TSJ? sem opinião
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Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
É inequívoco que toda licitacao no Brasil
esteja absolutamente viciada
sem opinião
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Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Se realmente essa quadrilha desviou(roubou) R$ 20.000.000,00..., é perca de tempo a polícia prendê-los..., a "JUSTIÇA" na mesma hora vai mandar soltar a todos..., nesse país, quem rouba muito não fica preso. sem opinião
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