Para Exército, bate-boca na Rocinha é problema para a polícia
ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio
O porta-voz do Exército, André Luiz Novaes disse que os militares não intervieram no bate-boca desta manhã entre o candidato a vereador Claudinho da Academia (PSDC) e o deputado federal Índio da Costa (DEM) --que acompanhava a candidata a prefeita Solange Amaral (DEM) na favela da Rocinha (zona sul) por considerar que este seria o papel da polícia. Claudinho, acusado de monopolizar a propaganda eleitoral na comunidade, e correligionários entraram em atrito com o parlamentar depois que ele alegou ter sido barrado ao tentar entrar na Rocinha.
"O Exército não considerou que ali caracterizava uma situação em que tivesse que usar seus meios. Não houve agressão física, ameaça a dano corporal. Foi uma discussão que terminou sem haver agressão e nenhum tipo de delito. Também considera que esse tipo de violência continua sendo um problema de segurança pública e a polícia tem condições de intervir se for o caso", disse o porta-voz.
Ele minimizou o fato de, devido a estratégia do Exército de avisar quando e onde fará as ocupações, Claudinho tenha recolhido supostas propagandas irregulares, prejudicando o trabalho dos fiscais do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
"Se antes de chegarmos os candidatos sanarem todos os problemas, até facilita a operação, que é para fazer cumprir a lei eleitoral. Se ao chegarmos estiver tudo resolvido, o objetivo da operação fui cumprido", disse Novaes.
Nesta quarta-feira, 2.000 soldados entraram nas favelas do Vidigal e da Rocinha, ambas na zona sul, onde ficam até sexta-feira. De acordo com o porta-voz, as tropas estão concentradas em três pontos da Rocinha considerados prioritários pela Justiça Eleitoral.
Novaes divulgou os nomes das quatros próximas comunidades a serem ocupadas pela Operação Guanabara. Antares, Carobinha e Barbante, na zona oeste, e do Jacarezinho, na zona norte, serão ocupadas às 9h de domingo. No sábado não haverá operações.
Novaes voltou a afirmar nesta quarta-feira que os militares não estão orientados a coibir crimes comuns durante as operações em favelas do Rio. Segundo ele, o Exército chamará a polícia se flagrar casos de tráfico de drogas nas áreas ocupadas.
"Se tiver uma boca de fumo, o Exército vai tomar uma providência, inicialmente chamando a polícia. Se for o caso de evitar que se desfaça a cena do crime, pode intervir também. Se precisar usar algum [outro] tipo de recurso, vai fazê-lo."
O militar também reforçou que a decisão sobre o emprego das tropas no segundo turno dependerá do que foi verificado no dia 5 de outubro. "O presidente do TRE afirmou que no dia das eleições, dependendo das condições, vai decidir se solicita tropas. Nós consideramos que a campanhas de segundo turno é muito mais simples que a do primeiro turno, que envolve uma quantidade infinita de candidatos a vereadores e prefeito."
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É totalmente limpa e honesta a candidatura do Gabeira.
è deprimente a postura do Paes.
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