Brasil
18/09/2008 - 07h08

Para Protógenes, prisão de número dois da Polícia Federal foi uma "surpresa"

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FLÁVIO ILHA
colaboração para a da Agência Folha, em Porto Alegre

O delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha e a prisão do empresário Daniel Dantas, disse ontem em Porto Alegre que a Polícia Federal recebeu "com surpresa" a prisão do delegado Romero Menezes, número dois na hierarquia do órgão.

"Foi uma surpresa. Mas tão grave quanto a prisão [do delegado] é a relação que o senhor Eike Batista [investigado na Operação Toque de Midas] tem com o senhor Daniel Dantas. É preciso investigar isso com profundidade", afirmou.

Menezes foi preso na terça-feira a partir de desdobramentos da Toque de Midas. A ação investiga fraudes em licitações no Amapá envolvendo a MMX, controlada por Eike Batista.

Protógenes disse que Eike e Dantas são sócios e que a informação é pública. "É um dado de fonte aberta, basta fazer uma consulta para verificar", disse.

O delegado evitou comentar a prisão de seu colega alegando desconhecer a investigação, mas voltou a criticar a forma como estão sendo tratados os casos de corrupção no país. "Hoje se discute mais a conduta dos investigadores do que os próprios criminosos."

O delegado esteve em Porto Alegre para participar de um ato contra a corrupção promovido pela Fundação Lauro Campos, ligada ao PSOL.

Protógenes falou durante 15 minutos para cerca de 20 militantes do PSOL e do PV, coligados na disputa pela prefeitura da capital gaúcha.

Segundo ele, é necessário voltar a discutir as conseqüências "assustadoras" da corrupção para a sociedade brasileira. "Já tem gente falando em descriminalizar o tráfico de influência dizendo que é normal. Isso é um absurdo", disse. O delegado afirmou que a campanha eleitoral é o melhor momento para debater o assunto.

Para ele, a decisão do STF de restringir o uso de algemas já está causando problemas à Justiça. Ele relatou o caso de uma juíza da cidade de São Fidélis (RJ), que condenou um réu a pena de 16 anos de prisão e foi ameaçada por ele. "A juíza teve de se refugiar no fórum porque os policiais tiveram dificuldades para conter o réu, que não estava algemado", disse.

O delegado também defendeu a utilização de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) nas investigações da Satiagraha dizendo que tinham amparo legal. "A lei permite [utilizar investigadores da Abin]. Está na lei que regula o sistema brasileiro de inteligência quando se trata de crime contra o Estado", justificou.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
O que estes advogados estão fazendo é falta de ética, e eu pergunto: onde está o conselho de ética da OAB??
Quando um advogado atrasa a anuidade ele é prontamente suspenso e até expulso se fizer isto por tres vezes, porém, advogdos como estes que atentam contra a dinignidade da justiça, em flragrant edesrespeito a lei nada acontece. Com a palavra a OAB Federal e a seção Paulista, estamos esperando.
sem opinião
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Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 19h57
Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 19h57
O que estes advogados estão fazendo é falta de ética, e eu pergunto: onde está o conselho de ética da OAB??
Quando um advogado atrasa a anuidade ele é prontamente suspenso e até expulso se fizer isto por tres vezes, porém, advogdos como estes que atentam contra a dinignidade da justiça, em flragrant edesrespeito a lei nada acontece. Com a palavra a OAB Federal e a seção Paulista, estamos esperando.
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david valdivia (66) 11/11/2009 17h37
david valdivia (66) 11/11/2009 17h37
Vocês perceberam que os ardorosos defensores dos colarinhos brancos fazem questão sempre de falar de democracia para privilegiar interesses escuros (sendo que o mais importante para eles é o lucro obtido a custa dos impostos pagos pelo povo brasileiro). Graças as descorçoes provocadas pela grande mídia e aos ilustres comentaristas de plantão, o povo brasileiro não desconfia dos escuros interesses da corrupção, pagos com dinheiro publico. 1 opinião
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