Mendes diz que descontrole de operações pode criar super SNI ou super PF
GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, questionou nesta quinta-feira o modelo de cooperação existente entre a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e a Polícia Federal. Segundo Mendes, no futuro, o país poderá ter um modelo de "super SNI" (Serviço Nacional de Informações) se houver descontrole sobre essas operações.
"Quem é Polícia Judiciária é a Polícia Federal. Agora, numa ação como essa [de grampos], o ator parece ter sido a Abin. No futuro, imagino que nós estejamos a voltar o modelo de super SNI ou super PF."
Mendes afirmou que o modelo adotado hoje no país é inconstitucional e poderia colocar em risco a cidadania. "A crise foi boa para mostrar como estava o nível dessa cooperação. Não vou especular, o que poderia estar sendo feito. No entanto, essa cooperação institucional e formal feita Abin é ilegítima."
Sobre a possibilidade da mudança de modelo ter motivação política, ele desconversou e disse que irá aguardar as investigações. "As investigações irão revelar agora se existia um projeto político. Esse seria um projeto indevido, a Constituição não comporta isso."
Mendes esteve hoje num evento organizado pela Anoreg-SP (Associação dos Notários e Registradores de São Paulo).
Leia mais
- Jobim admite à CPI que sargento da Aeronáutica indicou aposentado do SNI para Protógenes
- Comissão do Congresso retoma sessão para ouvir agente aposentado do SNI
- Jobim defende mudança na Lei de Imprensa para evitar divulgação de grampos ilegais
- Diretor da PF diz que é fantasiosa acusação de perseguição a Protógenes
- À CPI, Jobim confirma que maletas da Abin são capazes de fazer escuta
- Diretor-geral da PF diz que não sabia da participação de agentes da Abin na Satiagraha
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre grampos
- Leia especial sobre a crise dos grampos
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar