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Brasil
18/09/2008 - 14h13

Após laudo da PF, deputados defendem retorno de Paulo Lacerda à Abin

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
KEYLA VIANA DIAS
colaboração para a Folha Online, em Brasília

Integrantes da CPI das Escutas Telefônicas da Câmara já falam na recondução do diretor afastado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda ao comando da instituição depois que a Polícia Federal não encontrou indícios de que equipamentos da agência tenham capacidade de realizar escutas telefônicas. Os deputados avaliam que o laudo enfraquece o ministro Nelson Jobim (Defesa), que chegou a informar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a capacidade das maletas de realizarem grampos.

"O ministro fica desconfortável. Cabe um pedido de desculpas e o presidente vai ter que acabar reconduzindo o Lacerda porque foi afastado muito rápido por algo que não foi feito", disse o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).

O tucano defende a continuidade das investigações antes de se desvincular a Abin do episódio dos grampos contra autoridades dos três Poderes, mas afirma que o laudo reduz a possibilidade de envolvimento da agência no caso. "Não podemos descartar nada ainda, mas diminui a possibilidade de uso indevido da estrutura da Abin. A investigação tem que continuar", disse Fruet.

O líder do PT na Câmara deputado Maurício Rands (PE), afirmou que o laudo da PF mostra que a Abin não tem relação direta com o grampo que flagrou conversa entre o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. "Precisamos concluir as investigações, mas isso reforça a tese de que não tem participação da Abin nesse episódio", afirmou.

Nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista à TV Brasil que Lacerda poderá voltar ao cargo "quando quiser". Lula afirmou achá-lo "um homem extraordinário" e que só foi afastado para que a investigação da Polícia Federal ocorresse de forma transparente. "Lacerda é uma pessoa que eu respeito como poucos neste país", afirmou o presidente.

Cautela

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) defendeu cautela antes da isenção da Abin no episódio dos grampos. "A prova final só teremos quando vierem respostas. Se as maletas são adaptáveis, podem ser acopladas para fazer escutas. Fica a dúvida sobre a adaptação", afirmou.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também disse que é cedo para afirmar que a Abin não realizou as escutas, uma vez que o laudo da PF mencionaria que somente linhas analógicas não podem ser grampeadas pela agência. "Isso não exclui a possibilidade de ter havido grampos ilegais a partir da Abin. Até sem equipamentos próprios da agência, há outros que podem ser utilizados para essa finalidade."

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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