Brasil
19/09/2008 - 07h37

Grupo de sem-tora invade propriedade particular no Pará

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da Agência Folha

Um grupo de sem-tora invadiu uma propriedade particular em Pacajá (521 km de Belém). A invasão foi na segunda-feira, e eles continuam no local.

Os sem-tora são posseiros que invadem terras e derrubam as árvores para madeireiros do Estado. Muitas vezes eles se passam por integrantes de movimentos sociais. Na fazenda invadida em Pacajá, o grupo é formado por 20 pessoas, segundo a Polícia Civil.

O delegado de Conflitos Agrários de Marabá, Alberone Lobato, disse que o grupo estava há quatro meses no local, mas se retirou na semana passada após a chegada de uma operação policial contra o desmatamento. O grupo voltou após a saída dos policiais.

Os sem-tora, afirmou Lobato, acampam em uma área de preservação permanente. Ainda não se tem notícia se eles iniciaram a derrubada de árvores.

A Polícia Civil pretende realizar uma diligência na área na próxima segunda-feira, quando pode começar as negociações para o fim da invasão. Os funcionários da propriedade, de acordo com Lobato, afirmam que os sem-tora estão armados e ameaçaram os funcionários. A reportagem não conseguiu contato com os sem-tora.

Comentários dos leitores
Felipe Zagalo (1) 24/06/2009 15h11
Felipe Zagalo (1) 24/06/2009 15h11
Tenho pela certeza que o sr. Reis sabe o que diz. Não posso recriminá-lo pelas suas palavaras, pois vivo na Amazônia e sei exatamente o que acontece nos dois extremos, do degradador e do ambientalismo, muitas das vezes radical. Não podemos negar que há pessoas sem nenhum preparo para respeitar as questões ambientais, mas também não podemos negar que a pobreza causa muito mais impacto negativo, seja socialmente como ambiental, portanto tenho que respeitar a opinião do Sr. Reis, pois Londres, Paris, Amsterdã, entre outras cidades ricas da Europa, Oceania, Canadá e EUA estão no topo do ecologismo, sendo modelos de preservação ambiental, depois de esgotarem seus recursos naturais, sendo assim foi fácil recuperar um Tâmisa, um Sena, mas veja se a indústria parou? Aqui na Amazônia existem pessoas sérias, existem fazendas de gado, muito melhores, na questão ambiental, do que muitas que conheci em São Paulo, existem muitas áreas agrícolas que respeitam as APP's, o que a gente não vê no oeste do Paraná. Então saudações ambientais sr. Reis e que Deus sempre o ilumine. sem opinião
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oldemar rodrigues (4) 23/06/2009 22h40
oldemar rodrigues (4) 23/06/2009 22h40
Esta é uma coisa razoavel que o Presidente Lula disse nestes ultimos dias de avalanches politicos negativos.
O Meio Ambiente é um bem de todos, produtores ou não. E nada mais justo que haja participação da classe produtora nas decisões para preservação ambiental , pois essa matéria sempre aconteceu de forma unilateral e eu sou testemunho disso, pois estou na area ambiental a 30 anos e com segurança digo que se essas areas não interagirem jamais teremos preservação de verdade.
Não devemos esquecer que o desenvolvimento é uma necessidade imediata de qualquer ser humano, seja ele ambientalista ou produtor, pois ambos respiram, comem, trabalhão. ao contrario das consequencias ambientais causada pelo desenvolvimento insutentavel que leva tempos para ser percebido levando varias gerações as vezes para se manifestar. Portanto a educação ambiental e a aplicação de leis adquadas feitas com a participação de ambas as partes seriam o ideal para os bons resultados na luta pela preservação ambiental.
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Rodrigo Vieira de Morais (86) 22/06/2009 17h49
Rodrigo Vieira de Morais (86) 22/06/2009 17h49
O problema não é desmatar, e sim o que o pessoal vai vazer da vida depois de desmatar a Amazônia. Vai viver de quê?
Aqui no sudeste e sul do país o que aconteceu foi um desmatamento desinfreado que não trouxe vantagem alguma.
Quem ganhou muito dinheiro com o desmatamento acabou vendendo sua propriedade e foi pra cidade viver de aluguel de imóvel.
Quanta área aqui no sudeste e sul é mal utilizada pelo produtor rural. Agora as áreas desmatadas valem menos que as áreas com reserva legal e APP.
O problema todo é renda para as pessoas, enquanto uma árvore valer mais deitada do que em pé não existirá preservação ambiental aqui no Brasil.
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