Alckmin diz que Serra não queria Kassab como vice e que DEM está com PT
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
O candidato a prefeito de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) manteve hoje a estratégia de endurecer os ataques contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição. Para tentar descolar a imagem de Kassab do governador José Serra (PSDB-SP) e do PSDB, Alckmin disse que o tucano não queria o democrata como vice quando disputou a prefeitura em 2004.
"O Serra queria como candidato a vice o Lars Grael. Depois, já estava escolhido o Alexandre de Morais [atual secretário de Transporte de Kassab]. Foi um golpe [do então PFL, hoje DEM] na véspera da convenção. O Serra quase desistiu de ser candidato [a prefeito]", disse Alckmin.
Procurado pela reportagem, o governador ainda não se manifestou sobre a declaração de Alckmin. Kassab, por sua vez, respondeu: "Na época, ele [Alckmin] compunha a aliança. A aliança foi muito importante para eleger o José Serra, eleger o Kassab, e ele também estava participando desse processo".
A estratégia da campanha de Alckmin é descolar Kassab do PSDB --já que o democrata era vice de Serra e só assumiu a prefeitura para o tucano disputar o governo do Estado.
Inserções comerciais de Alckmin na TV tentam associar Kassab aos ex-prefeitos Paulo Maluf (PP) e Celso Pitta (PTB), de quem o democrata foi secretário. Em resposta, Kassab disse ontem em sabatina da Folha que Pitta está com Alckmin, já que a coligação do tucano tem o PTB --partido atual do ex-prefeito.
Assembléia
Alckmin foi mais longe e disse que o suposto golpe contra o PSDB nas eleições de 2004 se estendeu até a Assembléia Legislativa. "[...] Como também [deram um golpe] na presidência da Assembléia Legislativa [de São Paulo]. Deram um golpe junto com o PT na véspera da eleição."
Em 2005, o PSDB teria escolhido o tucano Edson Aparecido para disputar a presidência da Assembléia, mas Rodrigo Garcia, então coordenador de campanha de Aparecido, teria decidido entrar na disputa e ganhou a eleição por um voto com a ajuda do PT.
Alckmin afirmou ainda que os democratas e os petistas estão unidos. "Os demos estão unidos lá com o PT. A forma de fazer as coisas estão erradas, você decide em conjunto e por baixo do pano, trama. Não é papel correto nem de adversário."
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Quando será que essas pessoas vão colocar os pés no chão e tirar a cabeça das nuvens.
Gabeira só não ganhou por que Paes teve apoio dos evangélicos do Crivella.... Simples assim...
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