Kassab usa programa eleitoral na TV para reforçar parceria com PSDB e Serra
da Folha Online
O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), usou o programa eleitoral na TV na noite desta sexta-feira para reforçar sua parceria com os tucanos e com o governador José Serra (PSDB). Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) tentou descolar o prefeito dos tucanos.
Na tentativa de reagir às críticas de Alckmin, o programa de Kassab mostrou imagens da convenção de 2004, quando o PSDB e o então PFL --atual DEM-- se coligaram para eleger Serra prefeito e Kassab vice. Nas imagens, tucanos e democratas estão no mesmo palanque, entre eles o coordenador da campanha de Alckmin, deputado Edson Aparecido (SP).
Hoje à tarde, Alckmin disse que Serra não queria Kassab como vice quando disputou a prefeitura em 2004 e ressaltou que a escolha do democrata foi um golpe do então PFL. Como resposta, o prefeito disse que Alckmin ajudou a elegê-lo como vice ao lado de Serra.
No programa, Kassab disse que parceria não é "pegar carona política" e ressaltou que fez parcerias com Serra e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para trazer "melhorias para a cidade". Para comprovar sua tese, o democrata mostrou imagens de inaugurações nas quais o governador e o presidente destacavam a parceria com a prefeitura.
"São paulo é grande demais para ser conduzida por um só partido. [...] O prefeito precisa ter independência e não pode ser refém de um partido", disse Kassab, ao lembrar que seu governo é formado por pessoas filiadas a vários partidos, inclusive o PSDB.
Assim como Kassab, Alckmin mostrou no seu programa o resultado da última pesquisa Datafolha, na qual ambos aparecem empatados em segundo lugar com 22% do eleitorado. Na seqüência, o locutor diz que a campanha tucana "volta a empolgar" e que "Geraldo é Geraldo e Kassab é Kassab" e que "Kassab não é do PSDB".
O tucano também mostrou suas propostas para a área de saúde e destacou que as AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) foi criada por Serra em parceria com o Estado quando ele era o governador. A AMA é uma das bandeiras da campanha de Kassab.
Alheia à disputa entre Alckmin e Kassab, a candidata Marta Suplicy (PT) usou seu programa para criticar a gestão de Kassab na área da saúde e mostrar suas propostas para o setor. A petista abriu seu programa contando a história do garoto Robert Lima, 8, que ajudou a fazer o parto da mãe.
Marta disse que apresentou a história, não para fazer drama, mas para mostrar a "força do povo" para lutar contra as dificuldades. E aproveitou para mostrar o que fez quando administrou São Paulo entre 2001 e 2004: CEUs (Centro Educacional Unificado), Bilhete Único e programas sociais.
Na área do transporte, Marta apresentou sua proposta de extensão do metrô para a periferia da cidade em parceria com Lula, e ressaltou: "projeto meu e do presidente. Afinal, metrô é para todos".
O candidato Paulo Maluf (PP) mostrou depoimentos de eleitores que têm "atitude" e votam em Maluf e pediu votos para ir para o segundo turno.
A candidata Soninha Francine (PPS) destacou suas propostas para melhorar o ambiente e disse que a Secretaria Municipal do Verde precisar de mais recursos financeiros e humanos para combater os diversos tipos de poluição.
O candidato Levy Fidelix (PRTB) voltou a defender o aero-trem como alternativa de transporte público e o candidato Ivan Valente (PSOL) criticou privatizações feitas pelo governo.
O candidato Edmilson Costa (PCB) defendeu a criação de uma TV pública e uma rádio municipal para combater o que chamou de atentado à democracia o fato de os meios de comunicação serem comandados por "poucas famílias".
A candidata Anaí Caproni (PCO) criticou o que considera privatização da saúde pública o fato de hospitais serem administrados por organizações sociais. O candidato Renato Reichmann (PMN) apresentou propostas para taxistas e o candidato Ciro Moura (PTC) voltou a desafiar seus adversários a cumprirem o mandato até último dia.
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Quando será que essas pessoas vão colocar os pés no chão e tirar a cabeça das nuvens.
Gabeira só não ganhou por que Paes teve apoio dos evangélicos do Crivella.... Simples assim...
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