Erundina ouve apelos por volta ao PT e diz que nunca saiu da esquerda
GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online
Após ouvir apelos por seu retorno ao PT, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) disse nesta sexta-feira que nunca saiu do campo de atuação da esquerda. Ela não descartou uma possível volta ao partido, do qual saiu 11 anos atrás. A declaração foi uma resposta aos pedidos de "Volta pro PT" da platéia presente na noite de hoje, durante ato de apoio à candidatura de Marta Suplicy (PT) à Prefeitura de São Paulo.
"Eu continuo sonhando os mesmos sonhos que eu sonhei com muita gente que está aqui. Eu nunca saí do campo da esquerda e do socialismo. Eu mudei de casa, mas continuo na mesma rua", disse Erundina.
Emocionada, a ex-prefeita fez um discurso de apoio a Marta na abertura de um encontro com movimentos feministas da capital. Sobre a possibilidade de voltar para o partido, Erundina disse ser "complicado", mas não descarta a idéia.
Erundina saiu da legenda em 1997, logo após a derrota nas eleições à prefeitura da capital no ano anterior. A crise, no entanto, teve início em 1993, com a suspensão pelo período de um ano "de todos os deveres e direitos partidários".
Na época, a ex-petista foi punida por ter aceitado assumir o cargo de ministra-chefe da Secretaria da Administração Federal do governo do ex-presidente Itamar Franco. A alegação do partido era de que Erundina não havia consultado a legenda antes da decisão.
Campanha
A ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro (PT) esteve no evento mas saiu sem cumprimentar Marta. A petista defendeu a sua saída do governo --após as denúncias de mau uso do cartão corporativo e disse que o episódio não diminuiu a trajetória política.
"Houve uma saída do governo por várias avaliações. Um erro administrativo não diminui a trajetória política. Continuo sendo petista e militante", afirmou Matilde. A ex-ministra decidiu deixar o governo após ser acusada de usar indevidamente o cartão.
Em 2007, as despesas de Matilde com o cartão somaram R$ 171 mil. Desse total, ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes. Um dos gastos considerados suspeitos foi o pagamento de uma conta de R$ 461,16 em um freeshop. Na época, a então ministra disse ter usado o cartão por engano.
Leia mais
- Procuradoria recorre ao TSE por propaganda contra Marta no site do Metrô
- Blog Campanha no ar: Empurrão presidencial
- Na reta final, Marta investe em "mini-comícios" em caçamba de carro para pedir votos
- PT perde 18 minutos de propaganda partidária no rádio e televisão
- Candidatos de SP oferecem ringtones, adesivos virtuais e "delivery" de material de campanha
Especial
Livraria


Quando será que essas pessoas vão colocar os pés no chão e tirar a cabeça das nuvens.
Gabeira só não ganhou por que Paes teve apoio dos evangélicos do Crivella.... Simples assim...
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar