Outro lado: "Eu me achava acima de qualquer suspeita", diz Fortes
ALAN GRIPP
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O ex-secretário-geral do PSDB e hoje tesoureiro nacional do partido, Márcio Fortes, disse não ter errado ao autorizar pagamentos da legenda para sua própria empresa, a Marka Serviços de Engenharia. "Eu me achava acima de qualquer suspeita. Tinha e tenho hoje absoluta convicção de que não cometi irregularidade. Ajudei o partido e não me beneficiei com isso", disse.
Questionado se o recebimento de recursos pela Marka não configurava atuação em benefício próprio, respondeu: "Gastei mais do que isso [do que ele recebeu, R$ R$ 389,5 mil] para fazer o serviço, ele [o dinheiro] não caiu assim do céu", afirmou.
Fortes afirmou que os serviços foram todos emergenciais. "Aparece o dinheiro na terça-feira e o serviço tem que estar pronto na sexta, que tem um comício". Disse, entretanto, que não voltaria a liberar recursos públicos do fundo partidário para suas empresas. "Não faria mais. Os critérios de 2000 não eram os mesmo de 2008."
Em defesa entregue à Justiça eleitoral e em nota enviada à Folha, o PSDB afirma que a Marka executou os serviços para os quais foi contratada pelo partido e que a empresa não cometeu nenhuma irregularidade ao emitir notas fiscais consideradas frias por técnicos do TSE.
Na defesa ao TSE, o PSDB diz que a Marka cometeu "falha meramente formal", mas não ilegalidade. Na argumentação do partido, a Marka não estava com a sua inscrição no CNPJ cancelada, mas apenas baixada, no momento em que emitiu as notas fiscais e que isso "não torna os documentos fiscais em questão inidôneos". A Receita e os técnicos do TSE tiveram entendimento contrário.
O partido também reclamou por escrito do atraso no julgamento das contas e diz que o tratamento dispensado ao partido é diferente do dado aos demais: "(...) enquanto alguns partidos tiveram suas contas analisadas dentro de prazo razoável e sob um foco mais flexível, o PSDB terá as suas prestações de contas apreciadas quase uma década depois de apresentadas e quando a nova interpretação do Tribunal mostra-se mais severa".
Sobre os pagamentos de furtos de toalhas e edredons, o partido diz que eles foram feitos diretamente ao hotel onde foi realizado o evento, que acusou a falta dos itens e cobrou uma indenização. "A contratação de serviços com recursos o fundo partidário para a realização de eventos é autorizada em lei", argumentou o partido.

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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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