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Brasil
22/09/2008 - 11h05

Outro lado: "Eu me achava acima de qualquer suspeita", diz Fortes

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ALAN GRIPP
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O ex-secretário-geral do PSDB e hoje tesoureiro nacional do partido, Márcio Fortes, disse não ter errado ao autorizar pagamentos da legenda para sua própria empresa, a Marka Serviços de Engenharia. "Eu me achava acima de qualquer suspeita. Tinha e tenho hoje absoluta convicção de que não cometi irregularidade. Ajudei o partido e não me beneficiei com isso", disse.

Questionado se o recebimento de recursos pela Marka não configurava atuação em benefício próprio, respondeu: "Gastei mais do que isso [do que ele recebeu, R$ R$ 389,5 mil] para fazer o serviço, ele [o dinheiro] não caiu assim do céu", afirmou.

Fortes afirmou que os serviços foram todos emergenciais. "Aparece o dinheiro na terça-feira e o serviço tem que estar pronto na sexta, que tem um comício". Disse, entretanto, que não voltaria a liberar recursos públicos do fundo partidário para suas empresas. "Não faria mais. Os critérios de 2000 não eram os mesmo de 2008."

Em defesa entregue à Justiça eleitoral e em nota enviada à Folha, o PSDB afirma que a Marka executou os serviços para os quais foi contratada pelo partido e que a empresa não cometeu nenhuma irregularidade ao emitir notas fiscais consideradas frias por técnicos do TSE.

Na defesa ao TSE, o PSDB diz que a Marka cometeu "falha meramente formal", mas não ilegalidade. Na argumentação do partido, a Marka não estava com a sua inscrição no CNPJ cancelada, mas apenas baixada, no momento em que emitiu as notas fiscais e que isso "não torna os documentos fiscais em questão inidôneos". A Receita e os técnicos do TSE tiveram entendimento contrário.

O partido também reclamou por escrito do atraso no julgamento das contas e diz que o tratamento dispensado ao partido é diferente do dado aos demais: "(...) enquanto alguns partidos tiveram suas contas analisadas dentro de prazo razoável e sob um foco mais flexível, o PSDB terá as suas prestações de contas apreciadas quase uma década depois de apresentadas e quando a nova interpretação do Tribunal mostra-se mais severa".

Sobre os pagamentos de furtos de toalhas e edredons, o partido diz que eles foram feitos diretamente ao hotel onde foi realizado o evento, que acusou a falta dos itens e cobrou uma indenização. "A contratação de serviços com recursos o fundo partidário para a realização de eventos é autorizada em lei", argumentou o partido.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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