Brasil
22/09/2008 - 10h01

Equipe original da Satiagraha foi desmantelada

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da Folha de S.Paulo

A equipe da Polícia Federal que fez o trabalho de inteligência na Operação Satiagraha foi desmantelada a partir do afastamento, em meados de julho passado, do delegado que comandava as investigações, Protógenes Queiroz.

Dois dos mais ativos investigadores da PF na Satiagraha logo abaixo do delegado, um escrivão e um agente de polícia, foram destacados para atuar na Operação Providência, desencadeada no último dia 11. Esses policiais --que poucos meses antes investigavam centenas de telefonemas e complexas operações financeiras envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e executivos do grupo Opportunity-- passaram a vigiar barracos em favelas da periferia de São Bernardo do Campo (SP), atrás de supostos "laranjas" utilizados em fraudes contra a Previdência Social.

Outro delegado que teve papel importante na Satiagraha, Victor Hugo Rodrigues Alves Ferreira, trabalha em Ribeirão Preto (SP), bem longe das descobertas que ajudou a promover em São Paulo. Com o conhecimento da Justiça Federal, Ferreira fingiu aceitar participar de um suborno de R$ 1 milhão que, segundo as investigações, foi comandado pelo executivo Humberto Braz, um dos principais auxiliares de Dantas. A ação, acompanhada pelo juiz Fausto De Sanctis, levou à apreensão de cerca de R$ 865 mil na casa do professor universitário Hugo Chicaroni. Os dois negam tentativa de suborno.

Protógenes segue afastado da segunda etapa da Operação Satiagraha e não tem sido procurado pela PF para falar sobre a primeira fase das investigações. O delegado cumpriu parte do curso de formação na Academia de Polícia em Brasília e agora faz a segunda etapa, que não requer a presença física do aluno. Protógenes, oficialmente lotado na Diretoria de Inteligência Policial, em Brasília, não tem mais uma sala, telefone fixo ou computador em algum prédio da PF. Há um mês, enquanto fazia o curso em Brasília, suas coisas foram embaladas e colocadas num armário. Ele foi avisado pelo telefone.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
É uma falta de respeito com nos paraence o que o Bancario esta fazendo. nosso estado não deve se cala diante de tanta omilhação, temos que nos valorizar, somos pequenos diante dele mas somos capazes. 2 opiniões
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Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Em qualquer país decente do mundo um delegado como esse que foi afastado já estaria preso. Mas no Brasil parece que ele vai virar herói, no que depender, é claro, dos paladinos da moralidade (alheia, é claro). No mais, parabéns ao STF e ao CNJ, que têm corrigido os delírios de alguns juízes que ainda pensam ser deuses, mas estão aprendendo, em público e para o país todo ver, que manda quem pode e obedece quem tem juízo. É isso, simples assim, queiram ou não algumas viuvinhas. 15 opiniões
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