Brasil
22/09/2008 - 10h38

Tropa federal não vai para local de atentado

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GUSTAVO HENNEMANN
SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha

Municípios que tiveram candidatos mortos ou feridos em atentados na atual campanha não terão reforço de tropas federais durante a eleição. A exceção são três cidades do Pará que historicamente recebem soldados durante o pleito.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já aprovou neste ano o envio de tropas federais para 99 municípios --82 no Pará. O pedido pode ser feito por coligação ou pela Promotoria. Deve ser aprovado pelo juiz eleitoral local, que envia a solicitação ao Tribunal Regional Eleitoral, que deve autorizá-la e fazer o encaminhamento ao TSE.

Segundo levantamento feito pela Folha, ao menos 11 candidatos foram mortos e cinco foram feridos em atentados desde o início do período eleitoral. Nessas cidades, juízes e promotores eleitorais têm buscado alternativas ao uso do Exército para reforçar a segurança.

Em Curral Velho (477 km de João Pessoa, PB), o candidato a vice-prefeito Silvino Pereira Gato (PMDB) foi morto com dez tiros em 30 de agosto. A Justiça Eleitoral descartou as tropas federais, mas mediou acordo entre as coligações para pacificar a campanha. Desde o último dia 4, ficou decidido que não haverá comícios, carreatas nem carros de som nas ruas da cidade de 2.781 habitantes.

Em Bela Vista (334 km de Campo Grande, MS), o candidato a vereador Flávio Roberto Godoy (PDT) foi morto com sete tiros em 26 de agosto. A Justiça Eleitoral já pediu aumento do efetivo policial.

Um dos suspeitos do crime foi preso e a investigação aponta motivação política.

A campanha em União dos Palmares (81 km de Maceió, AL), onde o candidato a vice-prefeito Emanuel Paulo da Silva (PT) foi ferido com dois tiros, já era tensa antes do crime. O promotor eleitoral Tácito Barros disse que há "violência velada" na cidade, mas descartou a necessidade de tropas.

Entre os municípios do Pará que terão reforço do Exército estão Rio Maria e Uruará, que tiveram candidatos mortos, e Tomé-Açu, que teve um candidato a vereador ferido a tiro.

Segundo autoridades da Justiça Eleitoral do Estado, o envio de tropas para esses municípios já havia sido aprovado antes dos crimes.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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