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Brasil
23/09/2008 - 10h57

CPI dos Grampos ouve amanhã ministro-chefe do GSI e agente aposentado

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da Folha Online

A CPI das Escutas Clandestinas da Câmara vai ouvir nesta quarta-feira os depoimentos do ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Felix, e do agente aposentado do antigo SNI (Serviço Nacional de Informação) Francisco Ambrósio do Nascimento.

Além deles, a comissão deve ouvir o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, apontado como responsável por indicar Ambrósio para as investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e o policial militar Jairo Martins, que também teria participado as investigações da Satiagraha ao lado de Idalberto e Ambrósio.

Já a Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso só retoma as investigações sobre a crise dos grampos telefônicos depois do primeiro turno das eleições municipais, em 5 de outubro. O presidente da comissão, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), não marcou novos depoimentos para o período pré-eleitoral.

O Congresso Nacional está em recesso branco até o primeiro turno das eleições, o que libera os parlamentares, mesmo os que não concorrem ao pleito, para participar das campanhas municipais fora de Brasília.

Com isso, a previsão de convidar o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para prestar depoimento à comissão só vai ser analisada após as eleições. "Na semana seguinte após o primeiro turno nós vamos elencar novos convites para esclarecimentos dos fatos atuais ou fatos novos que venham a surgir e que sejam da competência da comissão analisá-los", prevê Heráclito.

O senador admite que a comissão mista não tem poderes regimentais para avançar na investigação sobre a suposta atuação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) nos grampos contra autoridades dos três Poderes --já que os depoimentos tomados não são prestados sob juramento, a comissão não pode convocar autoridades para comparecer às sessões.

"Nossa comissão tem poderes limitados e ela tem atividade também limitada, mas dentro desse âmbito nós vamos procurar exercer a nossa tarefa até o seu limite", disse Heráclito.

O senador não se deu por satisfeito com os últimos depoimentos da comissão. Segundo ele, as divergências entre as declarações não foram sanadas mesmo depois da segunda sessão com o diretor afastado da Abin, Paulo Lacerda, o ministro-chefe do GSI, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, e Ambrósio.

Comentários dos leitores
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Mael Nogueira (49) 07/08/2009 12h00
Sobre a matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
sem opinião
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Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Monica Rego (221) 01/07/2009 20h00
Demo tucano e a mídia conservadora tudo a ver!!! 2 opiniões
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Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
Rui Vendramin (1) 01/07/2009 14h25
E agora? Será que aquela "revista" semanal, o Senador e o Ministro que afirmaram à Nação que houve diálogo, destes últimos, grampeado, serão chamados a explicar - e comprovar - o que de fato ocorreu? ou aquela "notícia" foi divulgada supostamente apenas para desmoralizar a investigação da PF sobre o Banqueiro condenado? 3 opiniões
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