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Brasil
23/09/2008 - 11h44

Em sabatina, Alckmin chama Kassab de "dissimulado" e o acusa de tentar destruir PSDB

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MARINA NOVAES
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

O ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à prefeitura da capital paulista, Geraldo Alckmin, deu fim ao curto período de trégua pregado por ele neste final de semana e aumentou os ataques contra o adversário Gilberto Kassab (DEM). Em sabatina realizada nesta terça-feira pela Folha, o tucano acusou o prefeito de tentar "destruir" o PSDB e o chamou de "dissimulado".

"Sempre falei que não tem problema nenhum o DEM ter candidato próprio. Mas quero lamentar aqui o fato de que, desde o início o Kassab, que chegou indiretamente à prefeitura pelo PSDB, só tenha uma estratégia: destruir o partido que o levou à prefeitura", disse Alckmin.

Lalo de Almeida/Folha Imagem
Geraldo Alckmin, candidato à Prefeitura de São Paulo, participa de sabatina da Folha
Geraldo Alckmin, candidato à Prefeitura de São Paulo, participa de sabatina da Folha

O candidato prosseguiu nos ataques, e afirmou que o candidato à reeleição usa a máquina pública para "minar" o partido. "E usa as pessoas do PSDB, usa para minar, usa para destruir, para criar discórdia. [...] Utiliza a máquina da prefeitura para minar o partido", afirmou.

O tucano também acusou Kassab de dissimulação, e disse que o prefeito "tenta se passar por tucano". "Nós estamos vendo por parte do Kassab o tempo inteiro uma dissimulação.[...] E agora quer se passar por tucano", afirmou. "O Kassab é dissimulado. Ele usa as pessoas. Sua estratégia é desconstruir o PSDB de São Paulo para se promover."

O candidato, no entanto, negou que esteja partindo para ataques pessoais ao adversário. "Eu não mudei nada. Não faço nenhuma ofensa, apenas apresento os fatos. [...] Se dependesse do Kassab, em 1998, o governador seria Maluf", afirmou, em referência às eleições estaduais daquele ano.

Alckmin é o terceiro entrevistado do ciclo de sabatinas que a Folha realiza com os principais candidatos a prefeito na cidade. Nesta quarta-feira (24), a entrevistada será a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), encerrando as sabatinas.

Sabatinas

Durante duas horas, o candidato responde a perguntas de quatro entrevistadores --os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein, os jornalistas Nilson Camargo (editor responsável do jornal "Agora") e Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil) -- e da platéia, que encaminha suas questões por escrito.

Na semana passada, o candidato Paulo Maluf (PP) e o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), foram entrevistados pelo jornal.

Todas as sabatinas são realizadas das 11h às 13h no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).

Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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