Alckmin diz que Lula é comunicador eficiente, mas critica congelamento de reformas
MARINA NOVAES
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
O ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à prefeitura da capital paulista, Geraldo Alckmin, criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o "aspecto positivo" do governo atual é a manutenção dos "pilares" econômicos iniciados com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). As críticas foram feitas durante sabatina que a Folha faz com o candidato nesta terça-feira, das 11h às 13h.
"Não. Não acho", respondeu o tucano, ao ser questionado se a gestão de Lula à frente da Presidência da República era boa.
| Lalo de Almeida/Folha Imagem |
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| Geraldo Alckmin, candidato à Prefeitura de São Paulo, participa de sabatina da Folha |
Para o candidato, o presidente falhou na realização das principais reformas estruturais do país. "Ele não fez as principais reformas estruturantes do país. Aliás, nenhuma reforma andou praticamente", disse Alckmin, citando como exemplos as reformas tributária e política.
Para Alckmin, a boa avaliação do governo atual, é resultado do "bom cenário econômico mundial" e da facilidade de comunicação de Lula. "Lula é um comunicador muito eficiente."
Segundo candidato, um dos pontos positivos da gestão atual é a manutenção de políticas criadas pela gestão tucana à frente da presidência. "O aspecto positivo é que foram mantidos pilares macroeconômicos criados no governo do Fernando Henrique Cardoso", disse.
Marta
O candidato, no entanto, afirmou que não acredita que Lula ajudará mais a cidade de São Paulo, caso a candidata petista Marta Suplicy vença as eleições. "O Lula é presidente do Brasil, não do PT". Contudo, acusou Lula de fazer um governo "extremamente partidário".
"O tucano também ironizou a proposta da adversária para a ampliação das linhas do metrô. "Acho estranho ela colocar que vai fazer 40, 50 km de metrô. [...] Porque ela coloca que vai fazer com a ajuda do governo federal, e o governo manda um projeto para o Congresso com zero [de investimentos] para o metrô de São Paulo", disse.
2010
Alckmin também negou que sua vitória nas eleições municipais favoreça a indicação de Aécio Neves, governador de Minas, como candidato do PSDB à sucessão presidencial em 2010, em detrimento do governador paulista José Serra.
"De maneira nenhuma. A vitória do PSDB em São Paulo fortalece Serra em 2010", concluiu o ex-governador, que voltou a afirmar que conta com o apoio do governador tucano nestas eleições.
Alckmin é o terceiro entrevistado do ciclo de sabatinas que a Folha realiza com os principais candidatos a prefeito na cidade. Nesta quarta-feira (24), a entrevistada será a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), encerrando as sabatinas.
Sabatinas
Durante duas horas, o candidato responde a perguntas de quatro entrevistadores --os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein, os jornalistas Nilson Camargo (editor responsável do jornal "Agora") e Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil) -- e da platéia, que encaminha suas questões por escrito.
Na semana passada, o candidato Paulo Maluf (PP) e o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), foram entrevistados pelo jornal.
Todas as sabatinas são realizadas das 11h às 13h no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).
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