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Brasil
23/09/2008 - 12h30

Alckmin diz que Lula é comunicador eficiente, mas critica congelamento de reformas

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MARINA NOVAES
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

O ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à prefeitura da capital paulista, Geraldo Alckmin, criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o "aspecto positivo" do governo atual é a manutenção dos "pilares" econômicos iniciados com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). As críticas foram feitas durante sabatina que a Folha faz com o candidato nesta terça-feira, das 11h às 13h.

"Não. Não acho", respondeu o tucano, ao ser questionado se a gestão de Lula à frente da Presidência da República era boa.

Lalo de Almeida/Folha Imagem
Geraldo Alckmin, candidato à Prefeitura de São Paulo, participa de sabatina da Folha
Geraldo Alckmin, candidato à Prefeitura de São Paulo, participa de sabatina da Folha

Para o candidato, o presidente falhou na realização das principais reformas estruturais do país. "Ele não fez as principais reformas estruturantes do país. Aliás, nenhuma reforma andou praticamente", disse Alckmin, citando como exemplos as reformas tributária e política.

Para Alckmin, a boa avaliação do governo atual, é resultado do "bom cenário econômico mundial" e da facilidade de comunicação de Lula. "Lula é um comunicador muito eficiente."

Segundo candidato, um dos pontos positivos da gestão atual é a manutenção de políticas criadas pela gestão tucana à frente da presidência. "O aspecto positivo é que foram mantidos pilares macroeconômicos criados no governo do Fernando Henrique Cardoso", disse.

Marta

O candidato, no entanto, afirmou que não acredita que Lula ajudará mais a cidade de São Paulo, caso a candidata petista Marta Suplicy vença as eleições. "O Lula é presidente do Brasil, não do PT". Contudo, acusou Lula de fazer um governo "extremamente partidário".

"O tucano também ironizou a proposta da adversária para a ampliação das linhas do metrô. "Acho estranho ela colocar que vai fazer 40, 50 km de metrô. [...] Porque ela coloca que vai fazer com a ajuda do governo federal, e o governo manda um projeto para o Congresso com zero [de investimentos] para o metrô de São Paulo", disse.

2010

Alckmin também negou que sua vitória nas eleições municipais favoreça a indicação de Aécio Neves, governador de Minas, como candidato do PSDB à sucessão presidencial em 2010, em detrimento do governador paulista José Serra.

"De maneira nenhuma. A vitória do PSDB em São Paulo fortalece Serra em 2010", concluiu o ex-governador, que voltou a afirmar que conta com o apoio do governador tucano nestas eleições.

Alckmin é o terceiro entrevistado do ciclo de sabatinas que a Folha realiza com os principais candidatos a prefeito na cidade. Nesta quarta-feira (24), a entrevistada será a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), encerrando as sabatinas.

Sabatinas

Durante duas horas, o candidato responde a perguntas de quatro entrevistadores --os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein, os jornalistas Nilson Camargo (editor responsável do jornal "Agora") e Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil) -- e da platéia, que encaminha suas questões por escrito.

Na semana passada, o candidato Paulo Maluf (PP) e o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), foram entrevistados pelo jornal.

Todas as sabatinas são realizadas das 11h às 13h no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).

Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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