Em sabatina, Alckmin nega que seja aliado de Pitta e diz que passagem de ônibus é cara
MARINA NOVAES
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
O ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à prefeitura da capital paulista, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira que não está ao lado do ex-prefeito Celso Pitta, que pertence ao PTB, partido do vice em sua chapa, Campos Machado. A declaração foi feita nesta terça-feira durante sabatina que a Folha.
Alckmin afirmou que, apesar receber apoio do PTB, ele não está ao lado de Pitta. "Eu não estou com o Pitta [...] Ele é um filiado do PTB. Quem foi secretário do Pitta foi o Kassab", disse.
| Lalo de Almeida/Folha Imagem |
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| Geraldo Alckmin, candidato à Prefeitura de São Paulo, participa de sabatina da Folha |
Ele também negou que tenha desviado da rota de seu padrinho político, ex-governador Mário Covas, que se recusava a receber o apoio do PFL, hoje DEM. O então PFL indicou o vice Cláudio Lembo quando Alckmin venceu as eleições para governador em 2002.
Alckmin disse que o PFL não esteve com Covas porque preferia apoiar Maluf. "Em 1994, o PFL apoiou o [ex-prefeito Paulo Maluf (PP)]. Em 2002, [quando o PFL me apoiou], o Maluf já tinha se enfraquecido. Aliança se faz com quem não tem candidato", disse.
Kassab
Alckmin voltou a alfinetar o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), ao criticar o sistema de transporte, que, segundo ele, é "caro, ineficiente e a população com grande desconforto [...] A passagem é cara porque o sistema é ineficiente".
Segundo o candidato, em Curitiba e Bogotá a passagem é mais barata e não há subsídio, como na prefeitura paulistana, que paga R$ 600 milhões às empresas do setor.
Sabatinas
Alckmin é o terceiro entrevistado do ciclo de sabatinas que a Folha realiza com os principais candidatos a prefeito na cidade. Nesta quarta-feira (24), a entrevistada será a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), encerrando as sabatinas.
Durante duas horas, o candidato responde a perguntas de quatro entrevistadores --os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein, os jornalistas Nilson Camargo (editor responsável do jornal 'Agora') e Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil) -- e da platéia, que encaminha suas questões por escrito.
Na semana passada, o candidato Paulo Maluf (PP) e o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), foram entrevistados pelo jornal.
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A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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