Garibaldi dá ultimato aos senadores para demitir parentes até 10 de outubro
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
KEYLA VIANA DIAS
colaboração para a Folha Online, em Brasília
Em carta encaminhada nesta terça-feira aos 80 senadores, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), estabelece o dia 10 de outubro como prazo para que os parlamentares informem à Mesa Diretora da Casa que não têm parentes empregados sem concurso público no Legislativo.
Na carta, Garibaldi não menciona punições que poderão ser aplicadas aos senadores que não cumprirem a determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o nepotismo (contratação de parentes), mas afirma que o cumprimento da norma é obrigatório por todos os senadores.
"A súmula vinculante do STF é de observância obrigatória por toda a administração pública, impondo-se, portanto, à administração do Senado Federal. Ciente de que a aplicação da súmula tem gerado algumas dúvidas, encareço que as senhoras e senhores senadores encaminhem expediente à presidência informando não ter parentes ocupando cargos de confiança ou comissão, nem função gratificada no Senado", afirma Garibaldi.
O senador diz, na carta, que os senadores também devem encaminhar à presidência da Casa eventuais dúvidas a respeito do alcance da súmula "em determinada situação concreta do seu interesse". Mas afirma que caberá à Mesa Diretora do Senado decidir sobre eventuais dúvidas dos parlamentares a respeito da permanência de parentes na Casa.
Nepotismo
Pelo menos cinco senadores ainda não exoneraram parentes, mesmo após a publicação da súmula do STF. A Folha Online apurou que Garibaldi ficou irritado com a demora no cumprimento da súmula pelo grupo de senadores, por isso decidiu encaminhar o documento como uma espécie de "ultimato" para que cumpram a decisão do Supremo.
O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que chegou a defender a criação de "cotas" para o nepotismo, ainda emprega em seu gabinete a mulher, um filho e um sobrinho. O senador Almeida Lima (PMDB-SE), por sua vez, também mantém dois sobrinhos empregados, enquanto o senador Augusto Botelho (PT-RR) emprega um irmão.
No Senado, 22 parentes de parlamentares já foram exonerados desde a publicação da súmula do Supremo. O senador Efraim Morais (DEM-PB) foi o recordista no desligamento dos familiares ao demitir cinco sobrinhos e um cunhado. O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) vem logo atrás, responsável pela exoneração de quatro parentes --dois cunhados e dois sobrinhos.
Leia mais
- Mendes diz que Ministério Público deverá definir punições para quem não demitir parentes
- Cabral publica decreto proibindo nepotismo no governo no Rio
- Garibaldi pressiona senadores para que exonerem parentes até sexta-feira
- Congressistas resistem a demitir seus parentes
- Vereadores de SP não seguem regra antinepotismo
Livraria
Especial



De qualquer forma, parabéns pela sua coerência! Só desejo sinceramente que ela não seja fruto de um ato secreto qualquer!
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar