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Brasil
23/09/2008 - 16h46

Índios pressionam STF pela conclusão do julgamento sobre terras no sul da Bahia

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KEYLA VIANA DIAS
colaboração para a Folha Online, em Brasília

Índios pataxó hã hã hãe acreditam que vão ter garantido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) o direito de retomar a totalidade da área 54 mil hectares demarcada no sul da Bahia. O julgamento da ação civil movida pela Funai (Fundação Nacional do Índio) contra o Estado da Bahia acontece amanhã (24) no plenário do STF.

As lideranças dos índios pataxó hã hã hãe cobram a conclusão do julgamento que se arrasta há 26 anos, intensificando os conflitos entre fazendeiros e indígenas na região.

"Tenho certeza que sairemos vitoriosos, porque nossos antepassados estão aqui para nos fortalecer. Somos guerreiros e cidadãos brasileiros", afirma Luiz Titiá, articulador dos povos indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo.

"Estamos aqui em momento de vigília e esperamos que amanhã as autoridades dêem seu voto consciente, que respeitem nossa comunidade e os povos indígenas do Brasil", disse Titia, acenando com solidariedade aos índios da Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.

O presidente da Associação Brasileira de Antropologia, Carlos Caroso, também acredita que os ministros do STF vão decidir pela anulação dos títulos de propriedade concedidos pelos então governadores baianos Roberto Santos e Antonio Carlos Magalhães aos fazendeiros que ocuparam as terras do povo pataxó hã hã hãe. "Esperamos que o desfecho seja favorável para que os índios possam ocupar a terra que têm direito no memorial", afirmou o antropólogo.

Uma dos responsáveis pelo estudo da área indígena em 1976, a antropóloga Maria Hilda Paraíso, afirma que a característica desse povo é a resistência e avalia a contestação da área como "justa e correta". "Os pataxós resistiram para se resguardar do avanço dos não-índios. Não há como afirmar que o governo da Bahia não sabia que ali era uma terra indígena porque foi o próprio Estado quem demarcou a terra em 1937", disse Maria Hilda.

STF

A ação em que a Funai pede a nulidade de títulos de propriedade de terras concedidos pelo governo da Bahia a fazendeiros e agricultores no sul da Bahia é o primeiro item da pauta de julgamento do STF nesta quarta-feira (24).

A área em conflito abrange os municípios baianos de Camacan, Pau-Brasil e Itaju do Colônia, e abriga cerca de 3,2 mil índios, segundo dados dos próprios indígenas.

Em 2001, o procurador-geral da República à época, Geraldo Brindeiro, emitiu parecer pela procedência do pedido da Funai, com a declaração de nulidade dos títulos de propriedade de terras.

Cerca de 200 índios vão acompanhar a sessão do STF desta quarta-feira. Se a decisão dos ministros do Supremo for favorável aos pataxó hã hã hãe explicitará o entendimento da Corte sobre a situação dos posseiros na reserva Raposa Serra do Sol em Roraima.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
A politica de preservação de terras indígenas no Brasil é tão patética que da dó. Não de agora mas de anos e muitos anos atras, se criou reservas indígenas a deus dará, a mesma política de assentamentos de terra, se dá a terra e se esquece do cara, da familia do assentado. Depois de 20 anos se volta lá e se confirma que ele não esta mais lá, vendeu a terra a preço de banana, ou mesmo morreu de fome. Com os indios se faz o mesmo, o Brasil tem 8 Milhões de metros quadrados, tem terra que não acaba mais, pq se tem esses problemas???? Se o governo cria uma reserva indígena, pq não se proteje ela? Pq se deixa um grupo de garimperos chegar até lá?? Sabe e uma estupidez brutal ficar aqui discutindo o pq disso o pq daquilo, temos leis no Brasil que são como o queijop suíço, cheio de buracos, não servem p/ nada. Indios são indios, não são sem terras, não são produtores rurais, não são garimperos, são Indios. E Indios tem que ter sua terra, e ser protegidos pelo Estado, Estado quer dizer Exercito, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, etc, etc. Garimperos, Grilheiros, Invasors, tem que ser combatidos por todos aquelas instituições que protegem os Indios, é fácil e simples de entender. sem opinião
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Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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