Brasil
23/09/2008 - 22h28

Candidatos a prefeito do Rio chamam política de segurança de Cabral de "fascista"

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

Ausentes no auditório da Universidade Candido Mendes, no centro do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral e o candidato a prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, se tornaram na noite desta terça-feira os alvos preferenciais durante debate sobre segurança pública entre candidatos à prefeitura e representantes de ONGs e movimentos sociais.

A política de segurança do governo do Estado foi chamada de "genocida" por Chico Alencar (PSOL) e Paulo Ramos (PDT). Jandira Feghali (PC do B) criticou o que chamou de "pensamento crônico fascistóide" do governador. Além deles, compareceram ao enfrentamento Fernando Gabeira (PV) e Alessandro Molon (PT).

Logo nas considerações iniciais, Chico Alencar disse que "uma política democrática de segurança pública vai muito além dessa repressão e desta política fascista que o governador representa".

"O governador num ato-falho disse que as comunidades pobres são fábricas de marginais. Isto desperta meus instintos mais primitivos. Se as autoridades expressam concepções proto-fascistas, o policial fica mais à vontade para praticar truculências", disse o candidato do PSOL.

Na mesma linha, Ramos disse que o modelo de segurança "genocida e fascista" do governo estadual usa o aparato do Estado para reprimir comunidades excluídas.

Jandira atacou Paes dizendo que "um candidato do governador não viria a um debate desse tema porque não tem o que dizer". "Me lembro que o governador falou que a violência começa no ventre. É um pensamento crônico fascistóide de que impedindo o filho de nascer estaremos reduzindo a violência".

A candidata do PC do B também reclamou da "classe média que acha ótimo quando a polícia entra atirando e matando na favela". "Temos que romper essa ideologia de achar que uma forma de agradar a classe média é manter essa política genocida que se faz hoje. Não vou fortalecer o Estado Penal, mesmo que isso custe muitos votos", disse.

Molon lembrou que Paes se manifestou a favor das milícias quando elas estavam surgindo e estendeu o ataque ao prefeito Cesar Maia (DEM). "Os grupos paramilitares foram no início saudados como coisas positivas tanto pelo candidato que hoje lidera a maioria das pesquisas quanto pelo atual prefeito que chegou a chamar as milícias de autodefesas comunitárias".

Gabeira manteve um tom mais moderado, mas fez ressalvas à atuação da Polícia Militar. Segundo ele, além de ter uma parte não confiável a corporação "não está preparada para ser a polícia metropolitana que queremos e precisamos".

Paes cancelou a presença na véspera alegando compromisso. Solange Amaral (DEM) avisou com semanas de antecedência que não poderia comparecer --embora sua agenda de campanha não previsse nenhum evento à noite-- e Marcelo Crivella (PRB) não respondeu ao convite.

Presentes ao evento, Antonio Carlos (PCO) e Eduardo Serra (PCB) assistiram na platéia --a regra garantia a participação apenas de candidatos com 1% ou mais nas pesquisas.

Comentários dos leitores
José Maria de Jesus (2) 24/10/2008 12h33
José Maria de Jesus (2) 24/10/2008 12h33
O "Estado de Minas" está a serviço do Aécio, montando agora, de última hora, um dossiê contra o candidato Leornardo Quintão. Isso é coisa golpista. sem opinião
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Solange Batista (1) 21/10/2008 13h39
Solange Batista (1) 21/10/2008 13h39
Eu acho válido o projeto de lei do gabeira em legalizar a prostituição,assim será possível controlar,e fiscalizar melhor a situação,inclusive o tráfico de mulheres,e a exploração sexual de menores,sem contar na vigilância sanitária,como controle de doênças etc,mas oq acontece é que a sociedade é muito moralista e hipócrita mesmo,tudo acontece debaixo dos nossos narizes,e acham mesmo que vão acabar com algo que acontece antes de cristo,com a profissão mais antiga do mundo,isso é ridículo como no caso do candidato a prefeito aquí de SP. o Kassab.acho que devia ser legalizado,mesmo por uma questão de humanidade ! e por simples questão de controle para evitar explorações.mas ao invés disso as pessoas distorcem as coisas,e distribuem panfletos que pregam a calúnia,enfrente a igrejas evangélicas e também duvidando da idoneidade dessas pessoas! bom enfim,assim caminha a sociedade,no caminho dos enganos da hipocresia... 5 opiniões
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tiago osvaldo (1) 21/10/2008 00h08
tiago osvaldo (1) 21/10/2008 00h08
Desespero total do Eduardo Paes!!
É totalmente limpa e honesta a candidatura do Gabeira.
è deprimente a postura do Paes.
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