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Brasil
24/09/2008 - 11h42

Marta diz que relação entre Kassab e Alckmin está "deteriorada" e que aceita apoio de todos

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MARINA NOVAES
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou nesta quarta-feira que no segundo turno aceitaria o apoio tanto do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) quanto do prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM). Em sabatina promovida hoje pela Folha, a candidata também disse que relação dos rivais está deteriorada.

"Eu aceitaria o apoio de todo mundo", afirmou Marta ao ser questionada sobre o apoio que poderia receber de Alckmin ou de Kassab. "Os eleitores de todos esses partidos são vitais para ganhar o segundo turno."

Marta também comentou a relação do tucano e do democrata, que ficou tensa depois que Alckmin chamou Kassab e DEM de golpistas. "A relação dos dois está muito deteriorada e espero ter o apoio no segundo turno de quem não for para o segundo turno", disse.

Marta também comentou o alto índice de rejeição anotado nas pesquisas de intenções de voto. Ela disse que parte da rejeição se deve a eleitores que não simpatizam com o PT. "Isso [a rejeição] tem a ver, em parte, com o partido", disse antes de afirmar que ao compararem as propostas, os eleitores vão optar por sua candidatura.

Marta voltou a acusar os rivais de copiar suas propostas. "Os outros candidatos copiam as nossas propostas, mas o povo não se engana."

Marta começou a sabatina afirmando que não vai concorrer às eleições em 2010 nem para governadora nem para presidente.

Sabatina

Durante duas horas, a candidata responderá a perguntas de quatro entrevistadores --os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein, os jornalistas Nilson Camargo (editor responsável do jornal "Agora"), e Rogério Gentile (editor de Cotidiano)-- e da platéia.

Na semana passada, a Folha entrevistou os candidatos Paulo Maluf (PP) e Gilberto Kassab (DEM). Ontem, foi a vez do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Todas as sabatinas acontecem no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).

Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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