Marta diz que relação entre Kassab e Alckmin está "deteriorada" e que aceita apoio de todos
MARINA NOVAES
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou nesta quarta-feira que no segundo turno aceitaria o apoio tanto do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) quanto do prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM). Em sabatina promovida hoje pela Folha, a candidata também disse que relação dos rivais está deteriorada.
"Eu aceitaria o apoio de todo mundo", afirmou Marta ao ser questionada sobre o apoio que poderia receber de Alckmin ou de Kassab. "Os eleitores de todos esses partidos são vitais para ganhar o segundo turno."
Marta também comentou a relação do tucano e do democrata, que ficou tensa depois que Alckmin chamou Kassab e DEM de golpistas. "A relação dos dois está muito deteriorada e espero ter o apoio no segundo turno de quem não for para o segundo turno", disse.
Marta também comentou o alto índice de rejeição anotado nas pesquisas de intenções de voto. Ela disse que parte da rejeição se deve a eleitores que não simpatizam com o PT. "Isso [a rejeição] tem a ver, em parte, com o partido", disse antes de afirmar que ao compararem as propostas, os eleitores vão optar por sua candidatura.
Marta voltou a acusar os rivais de copiar suas propostas. "Os outros candidatos copiam as nossas propostas, mas o povo não se engana."
Marta começou a sabatina afirmando que não vai concorrer às eleições em 2010 nem para governadora nem para presidente.
Sabatina
Durante duas horas, a candidata responderá a perguntas de quatro entrevistadores --os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein, os jornalistas Nilson Camargo (editor responsável do jornal "Agora"), e Rogério Gentile (editor de Cotidiano)-- e da platéia.
Na semana passada, a Folha entrevistou os candidatos Paulo Maluf (PP) e Gilberto Kassab (DEM). Ontem, foi a vez do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Todas as sabatinas acontecem no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).
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A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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