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Brasil
24/09/2008 - 12h04

Marta critica gestão DEM-PSDB, e diz que eleitor percebe sua "afinidade" com governo Lula

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MARINA NOVAES
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, voltou a criticar a gestão do adversário Gilberto Kassab (DEM) e afirmou que os "demos-tucanos" foram contra a criação dos CEUS (Centros Educacionais Unificados). Durante sabatina realizada nesta quarta-feira pela Folha, a petista ainda ressaltou suas "afinidades" com o governo federal.

"Quero lembrar que os demos-tucanos foram contra [a construção dos CEUs]. Podiam ter feito os CEUS no dia seguinte, deixamos 24 terrenos comprados e eles estão entregando apenas 13", afirmou a candidata, que disse ainda que a gestão atual só deu continuidade ao projeto iniciado em seu governo devido à pressão popular.

"As pessoas sabiam onde seriam os CEUs, e cobraram da prefeitura", disse Marta, em referência aos terrenos que, segundo ela, foram comprados durante a gestão petista.

A candidata prosseguiu as alfinetadas a Kassab, e disse que São Paulo está "atrasada" em relação ao "salto tecnológico" que o Brasil teria dado na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva --seu padrinho político.

Afinidades

Questionada sobre o peso do apoio de Lula nestas eleições, a candidata afirmou que a aliança com o presidente ajuda na campanha não só pela sua popularidade recorde, mas pelas "afinidades" que possuem.

"Não é só a popularidade do presidente. É o que o presidente quer para o Brasil, e as pessoas percebem esta afinidade", disse Marta. "É uma afinidade de propostas muito grande. Muitas propostas do governo federal começaram aqui na minha gestão", afirmou a petista, citando o programa "Renda Mínima" como exemplo.

Segundo Marta, Lula tem sido muito "republicano" com a cidade, criticando os tucanos. "O presidente [Lula] está sendo muito republicano. São Paulo teve muito mais recurso com o Lula que com o FHC [ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB]."

No último final de semana, Lula participou do segundo comício da campanha da petista. Em outras ocasiões, Marta já admitiu que o apoio de Lula ajuda a atrair novos eleitores.

Sabatinas

Durante duas horas, a candidata responde a perguntas de quatro entrevistadores --os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein, os jornalistas Nilson Camargo (editor responsável do jornal "Agora"), e Rogério Gentile (editor de Cotidiano)-- e da platéia.

Na semana passada, a Folha entrevistou os candidatos Paulo Maluf (PP) e Gilberto Kassab (DEM). Ontem, foi a vez do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Todas as sabatinas acontecem no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).

Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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