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Brasil
25/09/2008 - 19h41

Comissão de Anistia julgará 13 processos de religiosos perseguidos na ditadura

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça julga amanhã 13 processos de religiosos vítimas de perseguição política. É a 11ª edição da Caravana da Anistia --que faz parte do projeto "Anistia Política: Educação para a Cidadania, Democracia e os Direitos Humanos". O julgamento vai ser realizado na sede da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Brasília.

De acordo com a comissão, o julgamento é considerado histórico, em decorrência do elevado número de processos, e por reunir vários parceiros, além da CNBB, o Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), a CRB (Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil), a Igreja Metodista e a CBJP (Comissão Brasileira Justiça e Paz).

Na relação de processos que deverão ser julgados estão os nomes de Marcelo Pinto Cavalheira, arcebispo emérito da Igreja Católica na Paraíba; do ex-padre português Alípio Cristiano de Freitas; de Eliana Bellini Rolemberg, diretora-executiva da Cese (Coordenadoria Ecumênica de Serviço); de Frederick Birten Morris, conhecido como pastor Fred; de Alanir Cardoso, que foi preso e torturado com o pastor Fred, militante ligado à AP (Ação Popular).

Também estão na lista de processos, os nomes de Maria Emília Lisboa Pacheco, assessora da Fase (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional); de Nilmário de Miranda, ex-secretário nacional de Direitos Humanos e ex-deputado federal (PT-MG); de Roberto Faria Mendes, ex-militante político, de Ruy Frasão Soares, que era militante da Juventude Universitária Católica --ele será representado por Felícia de Moraes Soares.

Os casos das religiosas Helena Soares Melo e Helder Soares também serão julgados. Ambas foram presas, na região do Araguaia (PA), na companhia do padre Peter John Mc Carthy. Outro processo previsto é de Elia Meneses Rola, ligada à política estudantil do Ceará, na década de 60.

De acordo com dados da Comissão Nacional de Anistia, a Caravana da Anistia, lançada em abril, julgou 172 processos no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba PR), Goiânia (GO), Caxias do Sul (RS), Salvador (BA), Maceió (AL) e São Bernardo do Campo (SP).

Comentários dos leitores
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
A verdade sobre a ditadura militar sempre fica escondida por vários interesses escusos. Em primeiro lugar não houve no Brasil nenhuma preocupação em redemocratizar o país, quem queria derrubar os militares queria uma ditadura de esquerda, que na época chamavam-na de ditadura do proletariado. Por outro lado, a ditadura começou a não obedecer os americanos. A coisa piorou quando Geisel se negou mandar tropas para São domingos. Na verdade os americanos sempre foram liberais, mas nunca foram democratas. Quem manda lá são os órgãos de inteligência. Presidente lá é mesma coisa da coroa inglesa. 1 opinião
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João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
Paulo Maluf e a odiosa perseguição, passados 39 anos Maluf recebe ACP (Ação Civil Pública), mais uma acusação ridícula, mentirosa e caluniosa. Como tem sido contumaz contra Maluf, "A força das falsas acusações não derivam do seu conteúdo, mas sim na aposta da sua repercussão". Perguntamos a falsa acusação atual é para desviar o foco de qual escândalo ou de contexto internacional ou em relação ao projeto de lei 265/2007 do deputado federal Paulo Maluf (...) "se ficar comprovado de modo a deixar expressa a responsabilidade de quem ajuiza (ACP) ação civil pública, popular e de improbidade temerária, com má-fé, manifesta intenção de promoção pessoal ou visando perseguição política". Felizmente, manchetes como esta não enganam mais ninguém. Seus eleitores votam com gosto e mesmo raiva pelas falsas acusações faladas, mas nunca provadas. Com o pré-julgamento e a condenação midiática pela grande mídia (primeiro se divulga, depois se apura?). Tem sido assim principalmente em anos eleitorais: 1970,1982,1998,2002,2004 em 2005 foi o único preso político no Brasil, com espetáculo global e shows midiáticos; mas em 2006 foi eleito deputado federal com a maior votação nominal do País, 739.827 mil votos, sendo votado em todos os 645 municípios deste Estado. Em 2009 ACP do MPF contra Maluf. Em 2010, ano eleitoral, qual será a falsa acusação que irão inventar? Paulo Maluf está escrevendo um livro, já apelidado de "livro bomba", para ser publicado depois de sua morte. Perseguido ad eternum sem opinião
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Do que será que que todos da situação tem medo, e só se aproximar ano eleitoral que começam as perseguições contra o Dep. Paulo Maluf,estão dando muito na cara.Será que não está acontecendo nada de mais sério nesses País.A corrupção descambou,a violência está em patamares absurdos,o transito está matando mais que a guerra Iraque,e ficam querendo se promover em cima do Dep. Paulo Maluf,tá parecendo coisa encomendada. 4 opiniões
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