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Brasil
26/09/2008 - 13h47

CNBB defende responsabilização de crimes de tortura ocorridos na ditadura

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente da CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil), d. Geraldo Lyrio Rocha, defendeu nesta sexta-feira a responsabilização dos crimes de tortura ocorridos no período militar.

Para o bispo, o perdão não pode ser sinônimo de impunidade. Foi a primeira vez que a conferência se manifestou sobre a polêmica que envolve vários setores do governo e provocou divergências internas.

"Perdão não é sinônimo de impunidade. Temos de conceder o perdão. Sem perdão não há reconciliação", afirmou d. Lyrio Rocha. "É preciso que os culpados sejam conhecidos, dentro do que é justo e legal, e sejam punidos. Nós nunca poderemos acobertar os crimes. Nunca poderemos acobertar o erro porque devemos perdoar."

Hoje, a CNBB reúne representantes de várias religiões e da Comissão de Anistia, ligada ao Ministério da Justiça, para o julgamento de 13 processos relativos a vítimas do período da ditadura.

"Quando eu dizia que os anistiados recebem por parte do governo o pedido de perdão e o gesto de reparação, isso não significa que já tenha encerrado o período das torturas", disse o presidente da entidade.

Dom Lyrio Rocha elogiou os avanços obtidos via Lei da Anistia, mas disse que é necessário buscar mais conquistas. Segundo ele, é necessário manter em alerta que a anistia seria uma forma de evitar o reconhecimento de erros cometidos no período militar.

"A Lei da Anistia representa um avanço extraordinário porque nos permite encaminhar um pedido de perdão e reparação aos que estão anistiados, em que o Estado brasileiro reconhece o erro cometido e procura reparar o dano causado, mas não podemos colocar nem de longe restrição a esse encaminhamento. Mas é lógico que isso deve ser feito com os devidos critérios", disse o presidente da CNBB.

Comentários dos leitores
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
A verdade sobre a ditadura militar sempre fica escondida por vários interesses escusos. Em primeiro lugar não houve no Brasil nenhuma preocupação em redemocratizar o país, quem queria derrubar os militares queria uma ditadura de esquerda, que na época chamavam-na de ditadura do proletariado. Por outro lado, a ditadura começou a não obedecer os americanos. A coisa piorou quando Geisel se negou mandar tropas para São domingos. Na verdade os americanos sempre foram liberais, mas nunca foram democratas. Quem manda lá são os órgãos de inteligência. Presidente lá é mesma coisa da coroa inglesa. 1 opinião
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João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
Paulo Maluf e a odiosa perseguição, passados 39 anos Maluf recebe ACP (Ação Civil Pública), mais uma acusação ridícula, mentirosa e caluniosa. Como tem sido contumaz contra Maluf, "A força das falsas acusações não derivam do seu conteúdo, mas sim na aposta da sua repercussão". Perguntamos a falsa acusação atual é para desviar o foco de qual escândalo ou de contexto internacional ou em relação ao projeto de lei 265/2007 do deputado federal Paulo Maluf (...) "se ficar comprovado de modo a deixar expressa a responsabilidade de quem ajuiza (ACP) ação civil pública, popular e de improbidade temerária, com má-fé, manifesta intenção de promoção pessoal ou visando perseguição política". Felizmente, manchetes como esta não enganam mais ninguém. Seus eleitores votam com gosto e mesmo raiva pelas falsas acusações faladas, mas nunca provadas. Com o pré-julgamento e a condenação midiática pela grande mídia (primeiro se divulga, depois se apura?). Tem sido assim principalmente em anos eleitorais: 1970,1982,1998,2002,2004 em 2005 foi o único preso político no Brasil, com espetáculo global e shows midiáticos; mas em 2006 foi eleito deputado federal com a maior votação nominal do País, 739.827 mil votos, sendo votado em todos os 645 municípios deste Estado. Em 2009 ACP do MPF contra Maluf. Em 2010, ano eleitoral, qual será a falsa acusação que irão inventar? Paulo Maluf está escrevendo um livro, já apelidado de "livro bomba", para ser publicado depois de sua morte. Perseguido ad eternum sem opinião
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Do que será que que todos da situação tem medo, e só se aproximar ano eleitoral que começam as perseguições contra o Dep. Paulo Maluf,estão dando muito na cara.Será que não está acontecendo nada de mais sério nesses País.A corrupção descambou,a violência está em patamares absurdos,o transito está matando mais que a guerra Iraque,e ficam querendo se promover em cima do Dep. Paulo Maluf,tá parecendo coisa encomendada. 4 opiniões
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