Igreja Católica critica propaganda de ACM Neto em Salvador
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador
Sem citar o nome do candidato a prefeito, a Arquidiocese de Salvador emitiu uma nota criticando o comportamento de Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) por distribuir cerca de 15 mil panfletos em que aparece recebendo a comunhão do papa João Paulo 2º (morto em 2005) e beijando a mão do cardeal primaz do Brasil, d. Geraldo Majella.
No panfleto "Neto tem fé em Deus", o candidato aparece recebendo a comunhão do papa durante a segunda visita de João Paulo 2º à Bahia, em 1991 --na época, o Estado era governado pelo avô do candidato, o senador Antonio Carlos Magalhães (morto em 2007).
O outro lado do panfleto traz ACM Neto beijando a mão de Majella, além de um texto citando que o seu vice, o deputado federal Márcio Marinho (PR), é da Igreja Universal e também "um cristão".
"A Arquidiocese de São Salvador da Bahia não autoriza o uso de imagens fotográfica ou em vídeo de qualquer autoridade eclesiástica em peças publicitárias de campanhas de candidatos a cargos eletivos nas eleições de 2008, conforme tradição amplamente conhecida por toda a sociedade baiana", diz a nota, assinado pelo padre Manoel Folho, coordenador de comunicação da instituição.
O panfleto de ACM Neto diz ainda que ele é primo de um padre que o teria levado para comungar com o papa. Segundo o texto, se o democrata vencer as eleições vai permanecer à frente da prefeitura até 2012.
Por sua assessoria, o deputado disse que lamenta a nota emitida pela Arquidiocese de Salvador e acrescentou que as imagens foram fatos jornalísticos de caráter público, divulgados pela imprensa.
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Bastante ponderado o comentário do ilustre professor Paulo Fábio. Principalmente no que se refere as estratégias dos candidatos a prefeito da Soteropólis. O PT realmente peca pela postura politicamente correta exagerada. Na verdade o candidato geddelista João Henrique, tem extrapolado os âmbitos municipais em suas críticas, esquecendo por ocasião, o fato do PMDB também fazer parte do Governo Estadual da Bahia. Acresça-se ao fato de que João Henrique sempre tentou se aproximar do PT estadual e federal, inclusive tem um irmão que foi candidato pelo PT a prefeito na cidade de Feira de Santana. Sendo o seu maior pecado, o desejo não consentido de ingressar no próprio PT, daí gerar hj a sua indignação por ter sido preterido pelo PT para a sua reeleição.
Do atual clima político, ao meu ver, se revela duas vertentes: a primeira a de que João Henrique não é uma pessoa em que se possa confiar, pois o mesmo pelo seu projeto pessoal, não tem escrupúlos de voltar, até para a casa materna do DEM, apesar das lendas ou não, dos maus tratos que seu pai João Durval - ex governador e atual senador, tenha sofrido do grupo do atual DEM. A segunda vertente é a falsa crença de que Geddel só queira a candidatura ao Senado. De maneira que qualquer resultado eleitoral abrirá uma fenda enorme nas coalizões que foram feitas. Acredito que o PT deverá romper com o PMDB, senão o fogo mui amigo nos bastidores prejudicará a reeleição de Wagner. Esse é o lado mais trash da política.
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Deixo claro que não tenho mais simpatia por político nenhum. O último para o qual votei foi o Lula, quando de sua eleição (primeira). Após a decepção não voto mais nem para síndico do prédio em que moro.
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6000 municípios! Quase.
Distritos resolveriam a custos bem menores.
Grave e infeliz opção para a Saúde.
Educação nem tanto.
Segurança é a mais indecorosa questão Federal por promover uma cínica insegurança jurídica cujo nome é:violência!
a) Não é difícil imaginar o porquê dos grandes centros urbanos,megalópoles, SP/RIO/BH,também RS/SA/RE pensarem -pela grandeza de toda ordem de seus municípios- como Nações.Assim, minimizam e não percebem uma questão fundamental que impõe obstáculo intransponível a existência da prestação de serviços na área de Saúde pública. E a Dengue bate, novamente, à porta e discutimos "Crise financeira nos EUA".O momento é temporão!
b) Não é difícil imaginar,também,os consideráveis custos relativos exigidos para prestação de serviços de saúde que são pulverizados:equipamentos; manutenção;material e,especialmente, mão-de-obra administrativa direta e indireta qualificada e escassa.
Os municípios com condições mínimas para gerir saúde contam-se nos dedos das mãos.Os demais não dispõem, sequer,da mais rudimentar capacitação administrativa:do Prefeito ao faxineiro.
Resultado:desperdício,incompetência,furto,corrupção;enfim,um enorme sorvedouro de recursos públicos.
2º turno de eleições somente para municípios com mais de 200.000 eleitores(?).Por que não recursos de saúde somente para estes? E,para os demais:o Estado federado como,na prática já o é?
Sds. e sugestões barata's
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