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Brasil
27/09/2008 - 20h00

Após denúncia, deputado deixa coordenação da campanha de Fogaça em Porto Alegre

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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

O deputado estadual Luiz Fernando Záchia (PMDB) afastou-se da coordenação da campanha à reeleição do prefeito de Porto Alegre, o também peemedebista José Fogaça.

A decisão foi formalizada ontem à noite, após a publicação de reportagem da Folha que revela que o deputado está sendo investigado pelo Ministério Público do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul pela compra de dois imóveis de luxo --uma casa no município litorâneo de Xangri-lá e o apartamento onde vive em Porto Alegre.

Záchia voltou a negar irregularidades na evolução do seu patrimônio e disse que tomou a decisão de afastar-se da coordenação da campanha para que as denúncias não sejam usadas por adversários para "constranger a campanha".

"Tenho convicção de que esta denúncia será arquivada porque apresentei todos os documentos mostrando que não há irregularidades, mas pedi o afastamento para que essa história não seja usada politicamente", disse ele à Folha.

"Apenas me afastei da coordenação política da campanha, nunca foi o chefe da campanha, e continuo na presidência municipal do PMDB e na campanha", afirmou o deputado.

Aliados de Fogaça pressionaram pelo afastamento do coordenador. O candidato a vice-prefeito, José Fortunati (PDT), classificou a saída como "a atitude mais sensata". "Uma situação pessoal não pode afetar a campanha, que é coletiva", afirmou Fortunati.

O prefeito não quis comentar a investigação sobre o correligionário. Por meio de sua assessoria, Fogaça limitou-se a dizer que "o assunto é da órbita pessoal" do deputado.

Até hoje ainda não havia sido definido um substituto para Záchia. Segundo a assessoria, as decisões do comando da campanha continuarão sendo tomadas por um colegiado integrado pelos representantes dos partidos que integram a coligação (PDT, PTB e PSDC, além do PMDB).

Adiamento

O procurador-geral do TCE, Geraldo Da Camino, informou que vai adiar a apresentação do relatório final sobre a investigação, que está sob sigilo. A conclusão, que estava prevista para o dia 30 de setembro, só será apresentada no dia 10 de outubro, cinco dias depois do primeiro turno da eleição.

Da Camino negou que o adiamento tenha sido decidido por causa do calendário eleitoral. Segundo ele, "há necessidade de mais diligências".

Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (530) 20/10/2008 17h54
Alcides Emanuelli (530) 20/10/2008 17h54
Para os chorões, que não se contentam nem se contem quando seus textos não são colocados!
Eu descobri uma nova formala, embora não guarda nada em arquivos para não perder tempo, para cada sensurado eu escrevo 10 sei que derepente eles podem passar batido em um e deixar ele ser editado.
E assim caminho nosso Democracia onde não temos o direito de escrever o que queremos, mas somos obrigados a ler as besteiras, as mentiras que todos os dias entram em nssos lares em nossas mentes por meio da comunicação.
sem opinião
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klaus prodgraf (1) 20/10/2008 17h02
klaus prodgraf (1) 20/10/2008 17h02
Maria perde, sempre esteve perdendo. Gosto dela, já ajudei a elegê-la. Só não gosto quando fica falando de criancinha. Fala e não acontece nada. Dos 16 do PT, vi vivi 10 anos e as criancinhas na mesma rua. A vez dela era a anterior, mas o partido saiu com o anticandidato e agora errou na mão.
1. Uma eleiçao municipal se resolve no município. Há um enorme equívoco na largada da campanha: a federalização. Alguém tinha que lembrar que quem governa a cidade é o prefeito, mas ela só fala q o Lula vai fazer e acontecer.
2. Se depender do Lula, AMBOS são candidatos dele.
3. Eleição municipal é do municipio, da cidade, não adianta trazer ministro prá dar pitaco, pode impressionar os colegas de partido ou comunidades não esclarecidas. Para uma população esclarecida e crítica, como a candidata mesmo diz, não conta. Tem gente na foto q nem sabe onde está.
4. Não dá prá só dar porrada com ar professoral e arrogante; se não foi bom, a verdade é q tb não foi tão ruim assim.
5. Tem q reconhecer o telhado de vidro, afinal. foram 16 anos de acertos e erros. Em vez de só incorporar idéias de outros estados e partidos, antes criticados ferozmente, tem procurar valorizar o que foi bom.
7. O PT local tem uma tradição de não saber dividir o poder, quem garante que mudou? Quem pode aceitar como honesta uma proposta de escola integral depois de tão criticada.
6. O mais difícil: reconhecer q não são os donos da verdade.
7. Há uma rejeição e esta também passa pelo bloco de esquerda, que não migrou.
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João Carlos Gagliardi (41) 20/10/2008 10h34
João Carlos Gagliardi (41) 20/10/2008 10h34
Porto Alegre, era uma base importante para o pt. E é muito importante para os devaneios de uma possível pretensão presidencial para 2010. A perda de São Paulo, já e dada com certa até pelos petralhas mais xiitas, restou agora Porto Alegre.... Perdendo mais esta capital, o sonho (pesadelo para nós...) de eleger o sucessor, só resta ao pt, a mutreta final de convocar nova assembléia constituinte e aprovar um terceiro mandato a qualquer custo. Essa gente é capaz de tudo... 2 opiniões
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