Após denúncia, deputado deixa coordenação da campanha de Fogaça em Porto Alegre
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
O deputado estadual Luiz Fernando Záchia (PMDB) afastou-se da coordenação da campanha à reeleição do prefeito de Porto Alegre, o também peemedebista José Fogaça.
A decisão foi formalizada ontem à noite, após a publicação de reportagem da Folha que revela que o deputado está sendo investigado pelo Ministério Público do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul pela compra de dois imóveis de luxo --uma casa no município litorâneo de Xangri-lá e o apartamento onde vive em Porto Alegre.
Záchia voltou a negar irregularidades na evolução do seu patrimônio e disse que tomou a decisão de afastar-se da coordenação da campanha para que as denúncias não sejam usadas por adversários para "constranger a campanha".
"Tenho convicção de que esta denúncia será arquivada porque apresentei todos os documentos mostrando que não há irregularidades, mas pedi o afastamento para que essa história não seja usada politicamente", disse ele à Folha.
"Apenas me afastei da coordenação política da campanha, nunca foi o chefe da campanha, e continuo na presidência municipal do PMDB e na campanha", afirmou o deputado.
Aliados de Fogaça pressionaram pelo afastamento do coordenador. O candidato a vice-prefeito, José Fortunati (PDT), classificou a saída como "a atitude mais sensata". "Uma situação pessoal não pode afetar a campanha, que é coletiva", afirmou Fortunati.
O prefeito não quis comentar a investigação sobre o correligionário. Por meio de sua assessoria, Fogaça limitou-se a dizer que "o assunto é da órbita pessoal" do deputado.
Até hoje ainda não havia sido definido um substituto para Záchia. Segundo a assessoria, as decisões do comando da campanha continuarão sendo tomadas por um colegiado integrado pelos representantes dos partidos que integram a coligação (PDT, PTB e PSDC, além do PMDB).
Adiamento
O procurador-geral do TCE, Geraldo Da Camino, informou que vai adiar a apresentação do relatório final sobre a investigação, que está sob sigilo. A conclusão, que estava prevista para o dia 30 de setembro, só será apresentada no dia 10 de outubro, cinco dias depois do primeiro turno da eleição.
Da Camino negou que o adiamento tenha sido decidido por causa do calendário eleitoral. Segundo ele, "há necessidade de mais diligências".
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Eu descobri uma nova formala, embora não guarda nada em arquivos para não perder tempo, para cada sensurado eu escrevo 10 sei que derepente eles podem passar batido em um e deixar ele ser editado.
E assim caminho nosso Democracia onde não temos o direito de escrever o que queremos, mas somos obrigados a ler as besteiras, as mentiras que todos os dias entram em nssos lares em nossas mentes por meio da comunicação.
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1. Uma eleiçao municipal se resolve no município. Há um enorme equívoco na largada da campanha: a federalização. Alguém tinha que lembrar que quem governa a cidade é o prefeito, mas ela só fala q o Lula vai fazer e acontecer.
2. Se depender do Lula, AMBOS são candidatos dele.
3. Eleição municipal é do municipio, da cidade, não adianta trazer ministro prá dar pitaco, pode impressionar os colegas de partido ou comunidades não esclarecidas. Para uma população esclarecida e crítica, como a candidata mesmo diz, não conta. Tem gente na foto q nem sabe onde está.
4. Não dá prá só dar porrada com ar professoral e arrogante; se não foi bom, a verdade é q tb não foi tão ruim assim.
5. Tem q reconhecer o telhado de vidro, afinal. foram 16 anos de acertos e erros. Em vez de só incorporar idéias de outros estados e partidos, antes criticados ferozmente, tem procurar valorizar o que foi bom.
7. O PT local tem uma tradição de não saber dividir o poder, quem garante que mudou? Quem pode aceitar como honesta uma proposta de escola integral depois de tão criticada.
6. O mais difícil: reconhecer q não são os donos da verdade.
7. Há uma rejeição e esta também passa pelo bloco de esquerda, que não migrou.
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