Centro judaico quer esclarecer participantes
da Agência Folha, em Porto AlegreO diretor de relações internacionais do Centro Simon Wiesenthal, o inglês Shimon Samuel, 57, está Porto Alegre e se diz disposto a "combater o mal (o anti-semitismo)" esclarecendo as "pessoas de boa vontade".
"Fui criado em um kibutz e tenho formação esquerdista. Não consigo acreditar no que ocorre aqui e em outros locais do mundo. Há até um cartaz que mostra nazistas, ianques e judeus como uma coisa só. Há uma derivação do anti-neoliberalismo para o anti-semitismo. Esse maravilhoso desfile de Porto Alegre é manchado por cartazes dizendo que judeus matam crianças. Qual é o efeito dessa mensagem?"
"O que ocorreu na Argentina (atentados contra a Embaixada de Israel e a Associação Israelita) é um exemplo. Por favor, abram os olhos, isso não é brincadeira."
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