Eleições municipais custaram R$ 462 milhões aos cofres públicos, diz TSE
GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
As eleições municipais deste ano custaram cerca de R$ 462 milhões aos cofres públicos, um acréscimo de R$ 112 milhões em relação à disputa municipal de 2004 --que foi da ordem de R$ 350 milhões. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, disse que o aumento nos gastos é conseqüência do maior número de urnas eletrônicas em todo o país, além do reforço da segurança no Rio.
"Em 2004, tivemos 389 mil urnas. Em 2008, são 462 mil urnas, razão até desse aumento de urnas no custo total da eleição. Essa diferença é explicada pelo número de eleitores, produção de novas urnas", afirmou.
O envio de tropas federais para o Rio de Janeiro aumentou os gastos da Justiça Eleitoral nas eleições de 2008. Britto disse que foram disponibilizados R$ 31 milhões a mais para o Estado devido à necessidade de reforço na segurança.
Britto reconheceu que o aumento nos gastos, no entanto, não evitou problemas em urnas eletrônicas em vários Estados. Em Goiânia (GO), o TSE registrou problemas em pelo menos 150 urnas eletrônicas. Algumas tiveram que ser substituídas pelo processo manual, o que provocou a prorrogação do horário de votação em algumas localidades da capital.
"A substituição da urna eletrônica pela convencional, isso é absolutamente previsível, pode ocorrer. O número não foi grande. Se houve aqui ou ali um desempenho aquém do que poderia ser, corrigiremos isso para 2010", disse Britto.
Lentidão
Além de problemas pontuais em urnas eletrônicas, o TSE também registrou lentidão no site de divulgação dos resultados da disputa eleitoral. O secretário de tecnologia do tribunal, Giuseppe Janino, disse que o elevado número de acessos dos internautas acabou congestionando o sistema --mesmo com o aumento em quatro vezes da sua capacidade.
"Tomamos providências no sentido de multiplicar nosso potencial em relação ao acesso em torno de quatro vezes. Algumas vezes superou-se isso, mas agora nos encontramos na normalidade. Isso vai servir de experiência para que, na próxima, façamos previsão mais realista. Estávamos com mais de cinco mil acessos simultâneos, isso é totalmente acima de qualquer expectativa", disse o secretário.
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