Lula deverá subir nos palanques de Marta e Marinho mas evitará Rio e Porto Alegre
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá evitar choques com a base aliada no segundo turno das eleições municipais. Para isso, ele vai se esforçar para escapar dos palanques de partidos que apóiam o governo federal e que disputam prefeituras entre si.
Apesar disso, interlocutores do presidente afirmam que ele já definiu que irá a São Paulo e São Bernardo (região metropolitana de São Paulo), enquanto vai evitar Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Como no Rio os candidatos Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV) pertencem a partidos que apóiam seu governo, Lula teria enviado mensagens que não pretende interferir no processo eleitoral. Apesar de Gabeira pessoalmente não ter uma relação positiva com Lula, o PV é considerado um parceiro fiel e correto para o governo.
Em Porto Alegre, a situação é semelhante. Na disputa entre o atual prefeito José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT), o presidente não quer causar transtorno com os peemedebistas. Mas, de acordo com interlocutores, deverá incentivar a participação de seus ministros na campanha de Rosário.
Para justificar sua distância das campanhas eleitorais, o presidente alegará o mesmo argumento que recorreu no primeiro turno das eleições municipais --uma intensa agenda de atividades nos próximos dias. Lula marcou viagens para Espanha, Índia e Moçambique, além do Haiti.
Hoje pela manhã, o presidente fez uma avaliação sobre os resultados das eleições durante conversa com alguns assessores diretos, entre eles os ministros José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).
A Folha Online apurou que Lula decidiu apenas que subirá nos palanques de Marta Suplicy (PT), em São Paulo, e Luiz Marinho (PT), em São Bernardo. Nos demais locais onde o PT tem candidatos e o adversário pertence à oposição ele ainda não se definiu.
Nesta segunda-feira, o presidente participou de uma cerimônia de assinatura do decreto de instituição do Mercosul Social e Participativo, depois de se atrasar por cerca de uma hora e meia. De acordo com assessores, o atraso de Lula foi provocado por reuniões com integrantes de sua equipe no Palácio do Planalto.
Ainda nesta segunda-feira o presidente se reunirá com os integrantes do Conselho Político. Em pauta o agravamento da crise econômica internacional e os resultados das eleições municipais. O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, serão os primeiros a falar na reunião.
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